AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

França e Itália enviam caças para o Japão pela primeira vez

Aeronaves do Japão e da França em missão de treinamento. Foto: Armée de l'air e de l'espace

Semanas após o primeiro ministro do Japão, Fumio Kishida, participar da reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Lituânia, o país asiático recebeu pela primeira vez caças da Itália e da França para exercícios conjuntos. A mobilização das nações europeias também serviu como mostra da capacidade de presença global, a milhares de quilômetros de suas bases de origem.

No caso italiano, quatro F-35A do 6º e do 32º Stormo, acompanhados por três reabastecedores KC-767, um C-130J e um avião-radar G550 CAEW estão programados para pousarem na Base Aérea de Misawa nesta sexta-feira, 4 de agosto. Até o dia 8, devem ocorrer treinamentos bilaterais com os F-15 sediados ali. Também haverá interação entre tripulantes dos KC-767, igualmente em uso no Japão.

Caças F-15 do Japão na ala de Rafale da França em missão de treinamento. Foto: Armée de l’air et de l’espace

O treinamento conjunto se destaca pelo fato de os dois países serem operadores do KC-767 e dos F-35, neste segundo caso, com aquisições tanto da versão A quanto a B. Também há o componente político, com a proposta de cooperação por uma região do Indo-Pacífico “livre e aberta”, uma declaração que pode ser interpretada como posicionamento contra a China e a Rússia.

No caso francês, a visita ao Japão fez parte de uma iniciativa de demonstração de presença estratégica de longo alcance. Em 25 de junho, uma frota de quatro caças Rafale, dois reabastecedores A330 MRTT e dois cargueiros A400M voaram até a base aérea de Subang, na Malásia, para participarem de exercícios ao lado dos Sukhoi Su-30, F-18 e A-400M daquele país, além dos F-15, F-16 e A330MRTT de Cingapura.

Em paralelo, um segundo contingente, formado por seis Rafale, três A330MRTT e dois A400M foi para a base aérea de Paya Lebar, em Cingapura. Neste caso, era só uma escala: este grupo voaria mais ainda: de lá foram para base aérea de Anderson, da United States Air Force, na ilha de Guam, onde participaram do exercício Northean Eagle, ao lado de forças dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, entre 28 de junho e 24 de julho, incluindo operações a partir de Palau, Nova Caledônia e Polinésia Francesa. Um dos fatos que chamaram a atenção foi a chegada a Guam ocorrer apenas 72 horas após a partida.

Na volta, houve ainda paradas no Japão e na Coreia do Sul, com mais treinamentos. No caso japonês, houve voos em conjunto com caças F-15 e F-2.

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