AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA DOS ARQUIVOS DE ASAS

Há 30 anos a tempestade atingiu o deserto

Caça F-15C dos Estados Unidos e A-4 do Kuwait operando a partir da Arábia SauditaFoto: US DoD
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Devastadora. É assim que pode ser resumida a Operação Tempestade no Deserto, nome dado pelos Estados Unidos para a fase ofensiva da Guerra do Golfo. Entre a madrugada de 17 de janeiro de 1991 e o cessar-fogo, em 28 de fevereiro, foram 118.661 missões realizadas por aeronaves norte-americanas e dos países aliados. Foi uma média superior a 2.759 decolagens por dia.

Em termos de combate ar-ar, as fontes mais confiáveis apontam de 33 a 41 aeronaves iraquianas destruídas contra apenas uma perda: um F-18A abatido por um MiG-25 Foxbat. Há ainda indícios de um Tornado abatido por um MiG-29, porém até hoje os britânicos alegam ter perdido o jato em um acidente. Os iraquianos teriam perdido pelo menos seis MiG-29, dois MiG-25, oito MiG-23, dois MiG-21 e seis Mirage F-1, dentre outras aeronaves.

Saddam Hussein contava com uma força aérea respeitada internacionalmente. Após a experiência de oito anos de Guerra Irã-Iraque e a aquisição de alguns jatos considerados modernos para 1991, como os MiG-29 e os Mirage F-1, o Iraque fez a coalizão liderada pelos Estados Unidos tomar uma série de preocupações, sendo que o início das operações ofensivas ocorreu apenas meses após o Iraque ter invadido o Kuwait, em 2 de agosto de 1990.

Caças da USAF sobre o Kuwait em 1991 Foto: USAF

A grande estrela foi o F-15 Eagle. Segundo a USAF, somente estes caças abateram 34 aeronaves iraquianas. O piloto saudita Iyad Al-Shamrani também abateu dois Mirages, também voando o F-15. Entre os norte-americanos, dois pilotos tiveram três vitórias aéreas; e outros seis registraram dois abates, cada um. O F-14, por outro lado, teve um único kill: um helicóptero Mil Mi-8.

O F-16 não registrou nenhuma vitória ar-ar, mas as 244 aeronaves da USAF enviadas ao Golfo registraram 13.087 surtidas de ataque. O número é bem superior às 1.299 missões realizadas pela vedete da imprensa à época, o jato stealth F-117 Nighthawk. A principal diferença é que os aviões invisíveis aos radares voaram sem nenhuma perda sobre o centro de Bagdá, enquanto os jatos convencionais se ocuparam do restante do Iraque.

F-18 do USMC pronto para missão de ataque
Foto: J.M. Rodriguez

Outro destaque foi o reabastecimento em voo. Chegaram a estar no teatro de operações 30 KC-10 Extender e 194 KC-135 Stratotanker, além de 16 KA-6D Intruder e os britânicos Vickers VC10 e Page Victor. As onze aeronaves E-3 AWACS também ficaram reconhecidas por ajudarem no desempenho dos pilotos de caça.

Aeronaves mais antigas também fizeram parte do conflito. Os estados Unidos empregaram seus F-111, A-6 Intruder e A-7 Corsair II, além dos B-52 Stratofortress. O Reino Unido ainda contou com seus Jaguar e Buccanner, além dos Tornado. A Arábia Saudita empregou os F-5E Tiger II e o Iraque empregou os A-4 Skyhawk que posteriormente seriam adquiridos pela Marinha do Brasil.

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Sobre o autor

Humberto Leite

Comentário

  • Ótimo texto. Ótimo conteúdo! Só há uma coisa a corrigir, “o Iraque fez a coalizão liderada pelos Estados Unidos tomar uma série de >precauções< defensivas" e não preocupações defensivas! ^^

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