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Há 30 anos, Los Angeles-Washington em 1 hora, 4 minutos e 20 segundos

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Quando o SR-71 Blackbird com matrícula 61-7972 (número 972 na cauda) foi retirado de serviço, em 6 março de 1990, o voo final foi feito em grande estilo. A aeronave precisava sair do centro de testes da Força Aérea dos Estados Unidos, em Pamldale, na Califórnia, para Washington, na Costa Leste, de onde seria levado para o museu aeroespacial Smithsonian.

Então os tripulantes, Tenente-Cornel Ed Yelding (piloto) e Jospeh Vida (operador de sistemas) decidiram quebrar um recorde em um voo costa oeste – costa leste. A distância de aproximadamente 3.701 km foi vencida em apenas uma hora, quatro minutos e 20 segundos. A velocidade média foi de 3.451,7 km/h. Especificamente entre St. Louis, no Missouri, e Cincinnati, em Ohio, a aeronave percorreu a distância de 501,1 km em 8 minutos e 32 segundos, média de 3.524,3 km/h. Em determinado momento, o SR-71 Blackbird chegou a atingir 3.608,92 km/h.

O voo teve consequências. A primeira foi a de moradores da Califórnia relatando o que pensaram ser um terremoto ou uma explosão. A segunda foi uma carta do então Senador John Glenn, ex-astronauta e ex-fuzileiro naval, ao Presidente dos Estados Unidos, à época George H. W. Bush.

Dizia a carta: “Senhor presidente, a aposentadoria do SR-71 foi um grave erro e pode colocar o nosso país em sérias dificuldades no caso de uma futura crise. O histórico voo transcontinental de ontem foi um triste memorial para a nossa limitada política de reconhecimento aéreo estratégico”.

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