AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA DOS ARQUIVOS DE ASAS

Há 75 anos, Brasil preparava pilotos de caça para enfrentar o Japão

Foto: O Cruzeiro
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A detonação das bombas atômicas em Hiroshima e em Nagasaki precipitaram a rendição das forças japonesas na Segunda Guerra Mundial e, indiretamente, impediram que brasileiros combatessem os nipônicos. Há 75 anos, após o sucesso do 1º Grupo de Aviação de Caça na luta contra os nazi-fascistas na Itália, a Força Aérea Brasileira preparava um esquadrão para ser enviado ao Pacífico. Porém, 15 de agosto de 1945, o Japão se rendia aos aliados.

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Se os japoneses tentassem resistir, já havia forças treinando para derrotá-los. Uma delas era o 2º Grupo de Aviação de Caça da FAB. Na Base Aérea de Santa Cruz, um grupo de pilotos se exercitavam com caças P-40 Warhawk à espera do combate.

Eles foram destaque de uma reportagem da revista “O Cruzeiro“, assinada por Jean Manzon e David Nasser. “Quase todos esses moços aviadores eram meninos ao começar esta guerra. Não raros dentre eles aprenderam as primeiras emoções de voo nos teco-tecos dos valorosos e nunca suficientemente elogiados aeroclubes do interior, mantidos à custa de sacrifícios pelas populações das cidades brasileiras”, diz o texto histórico.

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Foto: O Cruzeiro

A reportagem recebeu o título de “Os 33 do Pacífico” em alusão ao número inicial de oficiais do 2º Grupo de Aviação de Caça. Conta que o então Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, visitou o grupo e garantiu que eles seriam enviados caso o Brasil mandasse forças para combater o Japão. “Desde esse dia, o treinamento do Segundo Grupo – que já era dobrado – passou a ser um verdadeiro treinamento de guerra”, relatava a revista.

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Os repórteres embarcaram em um B-25 para acompanhar um voo dos P-40, com direito a fotos ar-ar. “Durante horas, assistimos aos exercícios em que a perícia e o alto grau de treinamento desses rapazes aparecem perfeitamente demonstrados. Adquiriram precisão nos tiros, nos bombardeios de mergulho, no voo rasante, na aterrissagem e na decolagem. Horas e horas eles sacrificaram para levantar cada vez mais a fé de ofício”, publicou O Cruzeiro.

Os treinamentos eram essencialmente para missões de ataque. A reportagem informava ainda que, caso fossem enviados à guerra, haveria um “curto estágio de adaptação” nos Estados Unidos. Não ficou claro se a intenção era dotar o 2º Grupo de Aviação de Caça com aeronaves mais modernas: ao fim da Segunda Guerra Mundial, o P-40 Warhawk já estava longe do desempenho encontrado na linha de frente.

O esquadrão, porém, nunca foi acionado para cruzar o Pacífico.

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