KC-390 poderá ser fabricado na Polônia

A Embraer anunciou que busca parceiros para a fabricação de peças e para uma potencial linha de produção final para a aeronave militar multimissão KC-390 Millennium, além da já instalada no Brasil. O foco são países da Europa e membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e, neste momento, a Polônia é classificada pela empresa como parceiro estratégico ideal.

Levar a produção do KC-390 para a Europa poderá, além de ampliar a capacidade produtiva, ajudar em uma eventual venda para o país, que negocia, mas ainda não fechou contrato. A Polônia é a nação da OTAN que atualmente mais investe em defesa, em termos proporcionais ao seu Produto Interno Bruto. A Embraer ressaltou que a produção da aeronave e o ecossistema de pós-venda associado (incluindo manutenção e treinamento) poderão resultar na criação de valor de cerca de US$ 1 bilhão e 600 empregos por lá.

Foto: Força Aérea Portuguesa

A parceria pode ir além. A Embraer planeja transformar a Polônia em um centro de excelência da companhia na Europa. Uma comitiva da empresa, liderada pelo seu presidente e CEO, Francisco Gomes Neto, está no país europeu com uma equipe e têm sido discutidos com representantes locais temas como fabricação e produção final, manutenção e reparo, conversões de passageiros para cargueiros, pesquisa & desenvolvimento, e eVTOLs.

Já há definições. O Instituto de Aviação Łukasiewicz (iLOT) vai ajudar em atividades de Pesquisa e Desenvolvimento nas áreas de materiais, tecnologias de voo futuras, design aeronáutico e futuros processos de manutenção. A indústria local já é um importante fornecedor para o programa E2 da Embraer: os assentos são fabricados em Świebodzin, as unidades de energia auxiliar em Rzeszów e os principais componentes do motor em Kalisz.

Foto: Força Aérea Brasileira

O país já participa da cadeia de suprimentos da companhia com 1.350 empregos e US$ 30 milhões, direcionados para aquisição de bens e serviços somente em 2024. Outros projetos em discussão incluem uma instalação de revisão de trens de pouso para os E-Jets E2 e a conversão de aeronaves E190 em cargueiros. Os projetos envolvendo a Embraer Aviação Comercial podem somar mais de US$ 2 bilhões em investimentos e mais de 4.400 empregos ao longo dos próximos dez anos.

A linha de jatos E2, em realidade, tem forte ligação com a Europa. Cerca de 30% das aeronaves é produzido na União Europeia (UE). As asas são fabricadas em Portugal e outros componentes-chave são produzidos na França, Alemanha, Áustria, Espanha e Bélgica. Já para o KC-390, 42% da cadeia de suprimentos tem origem na UE.

Humberto Leite

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