A pressão dos Estados Unidos para países da América Latina, incluindo o Brasil, concentrarem seus esforços militares para tarefas começa a resultar na criação de novos formatos híbridos de defesa. No Peru, a presidente Keiko Fujimori apresentou pessoalmente, em 7 de outubro, um comando unificado do exército, da força aérea e da marinha da Policía Nacional del Perú.
A unidade já nasce com um efetivo especializado na parte aeronáutica, contando com seis drones. Também foi anunciada a dotação de veículos terrestres e de cachorros. Ao todo, serão 1.350 militares envolvidos, incluindo 250 da força aérea, 200 da marinha, 320 de unidades policiais, 500 do exército e 80 das forças especiais conjuntas.
A modificação de tarefas ocorre no contexto em que o Congresso aprovou a lei para que o governo tenha poderes temporários para reforçar a luta contra a criminalidade, incluindo poderes antes detidos pelo legislativo. A medida deve evoluir para a expulsão ágil de estrangeiros acusados de participação em atividades criminosas.
No Brasil, a cooperação das forças armadas com forças de segurança pública ocorre em várias modalidades. A Polícia Federal e a Força Aérea Brasileira, por exemplo, atuam quando da interceptação de aeronaves suspeitas de atividades ilícitas, com os policiais cumprindo medidas em solo após os eventuais criminosos estarem em solo.
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