Ao assumir hoje a presidência do Chile, José Antônio Kast tem como foco um plano de ajuste fiscal para cortar seis bilhões de dólares em gastos públicos em 18 meses, o que significará um corte de 3% no orçamento das forças armadas do país andino. A informação foi publicada pelo site Infodefensa.
O plano de reajuste ocorre no momento de aumento de tensões militares no mundo e de reequipamento do Peru, antigo rival regional do Chile, que avalia a compra de caças Saab JAS-39E ou de F-16 Block 72, ambos os modelos mais modernos que os F-16 Block 52 utilizados pelo Chile. O anúncio de corte também ocorre menos de um mês antes da edição de 2026 da Feria Internacional del Aire y del Espacio (FIDAE), reduzindo expectativas de fabricantes.
As forças armadas do Chile são apontadas por analistas como uma das mais bem preparadas da América Latina. A Fuerza Aérea de Chile, por exemplo, teve a primazia do uso de mísseis AIM-120 AMRAAM na América do Sul, dispondo hoje da maior frota de caças de terceira geração nesta parte do globo, com dez F-16C/D e 36 F-16AM/BM, complementados por dez F-5E/F Tiger III, modernizados ainda nos anos 90.
Porém, há dúvidas quanto à capacidade de manter a frota atualizada. A falta de aeronaves para controle e alerta antecipado, por exemplo, foi suprimida com a chegada de um par de E-3D AWACS usados do Reino Unido, que foram doados após 30 anos de uso.
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