Entre questionamentos que vão das fake News às questões ambientais, passando por mero discurso de politicagem, a previsão do porta-aviões norte-americano USS Nimitz chegar ao litoral brasileiro, em 7 de maio, tem sido foco de muitas dúvidas. Na prática, trata-se de uma parceria histórica entre Brasil e Estados Unidos, seguida independentemente da linha política dos ocupantes do Palácio do Planalto, em Brasília, e da Casa Branca, em Washington.
O USS Nimitz participará, de 11 a 14 de maio, do exercício “Southern Seas 2026”. Já é a 11º edição desse treinamento conjunto, realizado desde 2007. Em 2015, por exemplo, durante as presidências de Dilma Roussef e Barack Obama, o porta-aviões USS George Washigton veio ao Brasil, também com foco em exercícios com a Marinha e a Força Aérea Brasileira. Várias visitas do tipo ocorreram ao longo das décadas, bem como a participação de militares brasileiros em treinamentos nos EUA.

A vinda do USS Nimitz ocorre no contexto de sua transferência da costa Oeste do Estados Unidos para a costa Leste, um trajeto que necessariamente passa por todo o litoral sul-americano, por conta da inviabilidade do uso do Canal do Panamá. Dessa forma, a US Navy aproveita para realizar treinamentos com dez países da América Latina, incluindo o Brasil.
As atividades são planejadas de forma conjunta. A Marinha do Brasil participa ativamente dos exercícios, empregando seus próprios meios navais e aeronavais. Este ano, participarão do exercício a fragata Independência, a fragata Defensora e o submarino Tikuna, além de dois helicópteros AH-11B Super Lynx.
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Com postura de independência nas relações internacionais, o Brasil recebe diversos navios de marinhas estrangeiras. Em fevereiro de 2023, por exemplo, aportou no Rio de Janeiro a fragata iraniana IRIS Dena, que acabou afundada em 2026 por forças dos Estados Unidos, no recente conflito no Oriente Médio. Já em 2024, o USS George Washington voltou à costa brasileira, inclusive transferindo 15 toneladas de doações ao navio-aeródromo Atlântico, da Marinha do Brasil, que participava das ações de socorro à população do Rio Grande do Sul após as enchentes.

Vale ressaltar ainda que o Brasil monitora questões ambientais durante a presença desses porta-aviões dos Estados Unidos, que têm reatores nucleares a bordo. É realizado o controle diário de taxa de dose (no ar) no ponto de embarque e desembarque de tripulantes, além do controle do material que sai do navio, com equipamentos de monitoramento radiológico, em tempo integral, durante todo o período da visita, do primeiro ao último dia.
(Com informações da Agência Marinha de Notícias)
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