AVIAÇÃO COMERCIAL & PRIVADA

Preço do querosene de aviação disparou 82,7% em três meses de 2022

A retomada da aviação brasileira ao patamar de 2019 não tem como único obstáculo a pandemia de covid-19. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) anunciou que nos três primeiros meses de 2022 preço do querosene de aviação disparou 82,7% frente ao mesmo período de 2019. A taxa do de câmbio para o dólar também teve aumento de 38,7%.

“Os dados da ANAC mostram a eficiência e o esforço das empresas aéreas, que sempre buscam não repassar integralmente a alta dos custos para o consumidor, em meio a um cenário de disparada do Custo Brasil e de inflação em alta. Vale lembrar que o QAV responde por mais de 30% dos custos do setor, que por sua vez têm uma parcela superior a 50% dolarizada”, afirma o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Eduardo Sanovicz.

A ANAC identificou que nos três primeiros meses de 2022 o valor das tarifas domésticas subiu 21% frente aos três primeiros meses de 2019. O preço médio a tarifa aérea doméstica comercializada no primeiro trimestre deste ano foi de R$ 548,16. Do total de passagens aéreas comercializadas no 1º trimestre, 35,9% custaram menos de R$ 300. As tarifas de até R$ 500 responderam por 24,8%, totalizando 60,7% de bilhetes por menos de R$ 500.