AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Quase cancelado, E-99M deve ser recebido em 2020

Aeronaves foram adquiridas no âmbito do Programa SIVAM, mas se destacaram em exercícios e operações da FAB
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O primeiro voo da versão modernizada do avião-radar E-99, ocorrido no dia 16 de agosto, é um feito para um projeto que por pouco não foi cancelado. A Força Aérea Brasileira entregou um E-99 para a Embraer em 2013 para modernização e só agora, seis anos depois, a aeronave fez um voo para testar as melhorias incorporadas com o objetivo de ampliar seu desempenho.

O problema foi a falta de recursos. Já em julho de 2014 as atividades foram paralisadas. A aeronave chegou a voar durante a Copa do Mundo com algumas melhorias, mas logo depois voltou para a Embraer e permaneceu parada. Sem receber os pagamentos necessários para o projeto, a Embraer decidiu desmobilizar a equipe de engenheiros, transferindo-os para o desenvolvimento e os testes do KC-390.

A situação só começou a mudar a partir de 2017. O Estado-Maior da Aeronáutica determinou que a modernização dos E-99 é um projeto estratégico, e por isso foi priorizado a partir dali. A primeira aeronave deveria ser entregue à FAB no segundo semestre de 2019, mas a tendência é haver um reagendamento para os primeiros meses do próximo ano.

A principal vantagem do uso de um avião-radar como o E-99 é poder detectar aeronaves em voo a baixíssima altura Foto: Capitão Enilton / Força Aérea Brasileira

Hoje, há dois E-99 nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto (SP). Os outros três estão operacionais com o Esquadrão Guardião, da Ala 2, em Anápolis (GO). Essas três unidades devem posteriormente participar das mesmas modificações na Embraer.

A modernização envolve, sobretudo, a mudança de sistemas já obsoletos: as aeronaves entraram em serviço em 2002, contando com computadores de baixa capacidade de processamento. A maior novidade, contudo, é humana: ao invés de três consoles de operadores, agora são cinco. Também são incorporados novos rádios, sistemas de guerra eletrônica e equipamentos de interface homem-máquina. Além do aumento da capacidade, a substituição de itens antigos por modelos mais recentes vai ajudar a logística.

“A modernização possibilitará uma melhor visualização dos tráfegos, que mais informações sejam captadas, um incremento na capacidade de atuação em um ambiente de guerra eletrônica, além de uma melhoria na coordenação dos sistemas embarcados”, destaca o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Aviador Felipe Francisco Espinha. “O E-99M terá ampliada a sua capacidade de integração com as novas plataformas da FAB, como por exemplo o F-39 Gripen e o KC-390”, completa o Coronel Wilson.

E-99

Várias dessas modificações já estavam presentes nas aeronaves exportadas pela Embraer para Grécia e Índia. Porém, diferentemente do modelo indiano, os E-99 da FAB não devem receber a sonda para reabastecimento em voo.

Também não há previsão para as três aeronaves de reconhecimento e sensoriamento remoto R-99 passarem por processo de modernização.

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