Quase metade dos F-35 dos EUA não estão aptos a cumprirem suas missões

Dos cerca de 450 caças F-35 Lightning II em serviço nas forças armadas dos Estados Unidos em março, aproximadamente 45% não estavam aptos a cumprirem as missões requeridas. A informação é do próprio governo do país, por meio do US Government Accountability Office (GAO), instituição que tem como foco assegurar o bom uso dos recursos públicos, semelhante à brasileira Controladoria-Geral da União.

De acordo com o GAO, o programa do F-35 ainda é muito dependente das empresas contratadas e cabe ao governo ampliar a independência. O relatório aponta que seis dos dez componentes mais requeridos nos serviços de manutenção ainda são reparados primariamente pela própria Lockheed Martin e seus subcontratados, sem que os militares sejam capazes de fazer a tarefa. Isso inclui o motor, o sistema de energia, o processador de dados e até o canopy.

O levantamento da agência governamental mostra que, em março, havia uma fila de 10 mil itens esperando por manutenção. Haveria ainda falta de acesso a documentos técnicos, falta de peças de reposição, falta de equipamentos de suporte e falta de treinamento adequado para os militares que deveriam assumir boa parte das atividades de manutenção. Desse modo, das doze ações identificadas como necessárias para manter a frota, as empresas ainda controlariam sete.

O GAO destaca fazer esse acompanhamento porque o Pentágono pretende comprar cerca de 2,5 mil F-35, com o programa tendo um custo total, entre aquisição, operação e manutenção, previsto para superar 1,7 trilhão de dólares ao longo da vida útil. 

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