AVIAÇÃO COMERCIAL & PRIVADA

Rússia é mantida na Organização da Aviação Civil Internacional, Brasil renova destaque

Airbus A321 da Airbus. Foto: Dmitry Zherdin

Em meio à invasão da Ucrânia e sanções internacionais em praticamente todas as áreas, a Rússia deve permanecer como país-membro da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI ou ICAO, em inglês). O anúncio foi feito no sábado (1º de outubro) pela agência de aviação do país, a Rosaviatsiya.

A Rússia participa da 41ª Assembleia da OACI, em Montreal, no Canadá, que teve início em 27 de setembro e segue até o dia 7 de outubro. Com 193 países-membros, a instituição, ligada às Nações Unidades, tem como foco a promoção do desenvolvimento seguro e ordenado da aviação civil internacional.

Porém, a Rússia deve perder importância. Por uma diferença de seis votos (alcançou 80, mas eram necessários 86), Moscou se viu fora do Grupo I, formado por onze países que terão maior peso no momento de elaboração de novas regras para a aviação civil no período de 2023 a 2025. Ainda assim, o número de votos conquistados chamou a atenção.

Airbus A350 da Aeroflot

Brasil

Já o Brasil conquistou sua reeleição para o Grupo I. O país recebeu a maior votação entre os candidatos ao Grupo I, com total de 158 votos dos 170 possíveis, equivalente a 93%.

A delegação do Brasil presente em Montreal é presidida pelo Diretor-Presidente da Agência Nacional de Aviação (ANAC), Juliano Noman, e composta pelas altas autoridades do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Centro de Investigação e Previsão de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Polícia Federal.

O Diretor-Presidente da ANAC, Juliano Noman, destacou que a reeleição comprova o reconhecimento mundial do trabalho que vem sendo feito pelo país para a aviação nacional e internacional. “O Brasil é um dos membros-fundadores da OACI e tem sido sucessivamente eleito para ocupar o Grupo I do Conselho. Isso só reforça o nosso compromisso na busca pela excelência e comprova a importância do país para o desenvolvimento da aviação civil mundial”, ressaltou Noman.

Para o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar João Tadeu Fiorentini, a reeleição do Brasil é motivo de comemoração. “O Grupo I é formado por 11 países que representam os Estados de maior importância no transporte aéreo. Esta nova reeleição é um orgulho para nós e reflete o reconhecimento internacional à contribuição do Brasil, por meio da Força Aérea Brasileira, para os trabalhos da OACI”, declarou o Oficial-General.

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