Apesar de notícias citarem a possibilidade de a Fuerza Aérea del Chile incorporar caças F-35 Lightning II, sem que haja qualquer contrato para a compra, o fato é que o país andino ainda tem dado prioridade para seus caças F-5E/F Tiger III, que podem se manter em serviço até 2035. Conforme o site Infodefensa, a novidade agora é o uso de bombas com kits de guiagem Griffin, desenvolvidos em Israel.
O fato é que o Ministério de Defensa Nacional de Chile publicou uma foto que mostra o ministro da Defesa, Fernando Barros, durante uma visita à Base Aérea Chabunco, em Punta Arenas, casa dos F-5E/F chilenos. A foto foi claramente produzida para mostrar um dos F-5 armados com bombas de manejo equipadas com kits Griffin.
Esses sistemas permitem transformar bombas “burras” Mk 82, Mk 83 e Mk84 em armamentos de alta precisão por meio de um sistema laser, além de haver aletas para controle de voo. Dependendo da velocidade e da altura de lançamento, é possível atingir um alcance máximo de até 30 km.

Substituição distante
O Chile comemorou, em setembro, os 50 anos de serviço dos seus caças F-5. Porém, os planos de substituição estão postos em xeque por conta do cenário econômico. O cenário atual é visto com preocupação: desde que José Antonio Kast assumiu o poder, em 11 de março de 2026, os índices têm caído. No segundo trimestre do ano, a economia encolheu 0,2% frente ao mesmo período do ano passado.
Além de recursos financeiros, planos para troca pelo F-35A exigiriam mais tempo. O Canadá, por exemplo, comprou 16 caças desse tipo em 2023 e receberá a primeira unidade em uma base local só em 2028, com expectativa de atingir a capacidade operacional plena entre 2032 e 2034. O Eurofighter Typhoon ou mesmo o Dassault Rafale podem surgir como opções mais viáveis, tanto financeiramente quanto em termos de cronograma. A compra de mais F-16 de segunda mão não está descartada.

Agora, os planos para aposentadoria dos F-5 já em 2030 parecem descartados, sendo possível esperar a utilização até 2035, quando terão 59 anos de uso. Vale destacar, ainda, que os F-5 Tigre III foram modernizados quase uma década antes dos F-5E/FM do Brasil, estando em um patamar tecnológico defasado para a guerra aérea moderna, mas ainda relevante no contexto da América do Sul.
As más notícias econômicas chegam junto ao fim da liderança chilena em termos de poderio aéreo. Em 2006, por exemplo, a Fuerza Aérea de Chile era líder inconteste na região ao iniciar o recebimento de 10 F-16C/D Block 50 novos e de 36 F-16AM/BM de segunda mão. De lá para cá, porém, o Peru fez a encomenda de caças F-16V Block 72, uma geração adiante dos modelos operados no Chile, e o Brasil iniciou a operação dos F-39E Gripen, aeronaves que podem ser classificadas como de outra categoria, e que também foram encomendadas pela Colômbia.
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