AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Ucrânia deve receber 17 MiG-29 e Rússia reafirma presença dos Su-35 no conflito

MiG-29 da Força Aérea da Eslováquia

A Ucrânia deve ser reforçada com pelo menos 17 caças MiG-29 nas próximas semanas. Isso porque a Eslováquia confirmou o envio de treze aeronaves e a Polônia de outras quatro. Como os ucranianos já têm pilotos e mecânicos capacitados para operação do MiG-29, operacionais no país antes da invasão russa, a expectativa é a de que os voos operacionais sejam iniciados tão logo os jatos sejam colocados em condições operacionais.

A transferência dos jatos significa um avanço na postura de fornecimento de material militar para a Ucrânia. Desde o início do conflito, o governo em Kiev faz pedidos por caças, porém sempre foram negados, havendo a preferência pelo envio de blindados e armamentos, inclusive os mísseis antirradiação AGM-88 HARM, que foram adaptados para uso nos MiG-29 prévios à guerra que ainda estão em uso.

A novidade, porém, não é fruto de uma decisão de apenas dois países. A Polônia decidiu enviar quatro dos seus doze MiG-29 após receber de maneira acelerada seus primeiros FA-50 adquiridos da Coreia do Sul e contar com o reforço de defesa aérea promovido por outros países da OTAN a partir do seu próprio território. Já a Eslováquia terá seu espaço aéreo coberto pelos caças Gripen da República Tcheca até receber os seus F-16 já adquiridos dos Estados Unidos.

Em contrapartida, a Rússia continua a reafirmar o sucesso do Su-35 Flanker no que chama de “operação militar especial”, algo refutado por fontes ocidentais. Em 30 de dezembro, por exemplo, um único Su-35 supostamente abateu dois Mi-8 e um MiG-29 ucranianos em uma mesma missão. Agora, em 17 de março, o Ministério da Defesa russo divulgou um vídeo para propagar as ações do modelo na guerra, que tem sido usado tanto para tarefas ar-ar quanto ar-solo.

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