Uruguai dá adeus ao A-37 e A-29 ganha protagonismo

O A-29 Super Tucano é, desde o dia 11 de maio de 2026, o único vetor aéreo de combate da Fuerza Aérea Uruguaya. Isso porque, em solenidade realizada na base aérea de Durazno, foi realizada a despedida em serviço dos jatos Cessna A-37B Dragonfly.

O A-37 iniciou sua história no Uruguai há quase 50 anos, em 31 de outubro de 1976, quando chegaram as primeiras duas unidades. Ao todo, 21 unidades foram adquiridas, todas de segunda mão, de estoques inicialmente dos Estados Unidos e posteriormente do Equador e do Chile. Seis ainda estavam em serviço.

A-37B do Uruguai durante reabastecimento em voo

Inicialmente adquiridos para missões contra insurgência, os A-37 tiveram seu envelope operacional ampliado ao longo dos anos. As aeronaves chegaram a participar, por exemplo, de exercícios CRUZEX, no Brasil, e Salitre, no Chile, atuando na simulação de uma coalizão aérea. Eram realizadas, inclusive, operações de reabastecimento em voo, principalmente com apoio de aviões argentinos e brasileiros.

Entre 1981 e 2017, os A-37 dividiram o papel de vetor de combate da Fuerza Aérea Uruguaya com os IA-58 Pucará, também já aposentados. Agora, o país se vale do A-29 Super Tucano, aeronave que, embora seja turboélice, tem tecnologia mais avançada que os A-37, em todos os aspectos, sobretudo na precisão do uso de armamentos. Seis unidades foram adquiridas, das quais as duas primeiras foram recebidas em fevereiro de 2026.

Eventualmente, o Uruguai avalia a aquisição de novos jatos de combate. Já foram avaliados desde os F-5E Tiger III chilenos, já em fase final de vida útil, as FA-50 sul-coreanos, JF-17 sino paquistaneses, L-15 chineses e M-346 italianos.

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Humberto Leite

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