AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

US Navy começa testes com drone para reabastecimento em voo

Foto: Boeing

Um drone MQ-25A Stingray, desenvolvido pela Boeing para operar a bordo de porta-aviões e realizar missões de reabastecimento em voo, está a bordo do porta-aviões CVN-77 USS George H.W. Bush para o primeiro período de testes. O embarque ocorreu em 30 de novembro e só foi confirmado pela US Navy dois dias depois. Já há uma encomenda para sete dessas aeronaves, a serem entregues a partir de agosto de 2024. Porém, o programa CBARS (carrier-based aerial refueling system) prevê um total de 70 MQ-25.

A expectativa da Marinha dos Estados Unidos é ter o MQ-25A operacional a partir de 2025. Para isso, a Boeing já conduz testes em solo e, no fim do ano passado, fez os primeiros reabastecimentos em voo bem sucedidos com caças F-18 Super Hornet. O primeiro voo havia ocorrido em 19 de setembro de 2019.

Somente a fase de desenvolvimento custará ao Pentágono 805 milhões de dólares, valor pago à Boeing após vencer a Lockheed Martin e a General Atomics em uma seleção. O requisito estabelece a necessidade de, a 930 km de distância do porta-aviões, conseguir transferir até 6.800 kg de combustível para até seis aviões. O MQ-25 deverá reabastecer os F-18 Super Hornet, EA-18G Growler e F-35 Lightning II.

A chegada do MQ-25 é aguardada também porque hoje os porta-aviões norte-americanos não têm mais uma aeronave específica para a missão. Depois da aposentadoria dos S-3 Viking, caças F-18 Super Hornet com tanques subalares são utilizados para reabastecimento em voo, em um procedimento chamado de “buddy-buddy”. O MQ-25, além de realizar a missão, vai liberar os Super Hornet para seus outros voos. No futuro, o MQ-25 também deve ser empregado para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento.