AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

USAF luta contra baixa disponibilidade; no B-1B é de 46%

Um F-22 Raptor da 325th Fighter Wing voa com um F-35 Lightning II da 33rd Fighter Wing Foto: U.S. Air Force photo / 1st Lt. Savanah Bray

A Força Aérea dos Estados Unidos luta contra a baixa disponibilidade das suas aeronaves. Em 2019, a frota de B-1B atingiu um índice de apenas 46,42%. Entre os caças, o pior foi o F-22A Raptor, com média de 50,67%.

Os F-16C obtiveram 70,05%. Os F-16D ficaram com 70,37%. Para os F-15 Eagle, as médicas foram 70,05% para a versão C, 72,45% para os D e 71,29% para os E. Os A-10 chegaram a 71,2%. Ainda em fase inicial de operação, os F-35A chegaram a 61,6%. Já os longevos B-52H atingiram 65,73%, acima dos 60,47% dos B-2A.

Militar da USAF faz inspeção em bombardeiro B-1B Lancer. Foto: U.S. Air Force photo / Airman 1st Class Christina Bennett

Os números são referentes à média do ano de 2019 e decepcionam. A média de toda a USAF foi de 70,27%. Em 2018, o então Secretário de Estado, General James N. Mattis, determinou que a USAF e a US Navy deveriam atingir uma média de disponibilidade de 80%. O ano passado, pelo menos, interrompeu a trajetória de queda. Em 2012, a USAF teve uma disponibilidade média de 77,90%. Em 2013, 77,80%. Em 2014, 73,80%. Em 2015, 73,10%. Em 2016, 72,10%. Em 2017, 71,30%. E em 2018 foi atingido o menor patamar: 69,97%.

A luta para elevar a disponibilidade é travada em duas frentes. Por um lado, foram ampliados os esforços para recrutar jovens capacitados. Por outro, a aquisição de aeronaves mais novas ajuda a obter uma disponibilidade maior.

B-2 voam ao lado de caças F-15C Eagle da USAF que são permanentemente baseados na Europa. Foto: U.S. Air Force photo/ Master Sgt. Matthew Plew

Comandante valoriza mobilidade

O General David L. Goldfein, chefe do Estado-Maior da USAF, em entrevista para a Air Force Magazine, lembrou que nem todas as aeronaves precisam ter 100% de disponibilidade e disse ser necessário repensar o conceito de disponibilidade. Um dos principais pontos é a mobilidade. Por exemplo: apesar de a frota geral de B-52H ter um índice de 65,73%, em maio de 2019 a USAF foi capaz de levar aeronaves para o Oriente Médio e iniciar operações aéreas imediatamente. O mesmo vale para o B-1B, que apesar da frota total ter uma disponibilidade de 46%, há a possibilidade de levar aeronaves para cumprir missões imediatamente em qualquer parte do globo.

Boeing B-52

Veja abaixo a lista de aeronaves da USAF e sua disponibilidade:

F-15C 70.05%
F-15D 72.45%
F-15E 71.29%
F-16C 72.97%
F-16D 70.37%
F-22A 50.57%
F-35A 61.6%
A-10C 71.2%
B-1B 46.42%
B-2A 60.47%
B-52H 65.73%
MQ-1B 99.52%
RQ-4B 75.75%
MQ-9A 89.32%

Gunship AC-130 Foto: Juliane Showalter / USAF


AC-130J 86.12%
AC-130U 85.62%
AC-130W 80.22%
EC-130H 73.19%
EC-130J 57.38%
HC-130J 79.81%
HC-130N 68.13%
HC-130P 61.52%
LC-130H 40.28%
MC-130H 68.65%
MC-130J 77.54%
MC-130P 28.07%
TC-130H 26.32%
WC-130J 56.2%
OC-135B 82.46%
RC-135S 90.39%
RC-135U 91.07%
RC-135V 74.1%
RC-135W 69.49%
TC-135W 84.8%
WC-135C 63.05%
WC-135W 80.14%

KC-135 em USAF exibe os motores mais modernos. Foto: Ricardo Padovesse

KC-135R 72.5%
KC-135T 71.11%
KC-46A 63.11%
KC-10A 79.37%
E-3B 74.41%
E-3C 73.19%
E-3G 74.36%
E-4B 64.75%
E-8C 67.36%
TE-8A 73.42%
U-2S 78.39%
TU-2S 74.96%

O U-2 era usado para missões de espionagem sobre a União Soviética


CV-22B 53.45%
C-130H 65.51%
C-130J 77.02%
C-17A 82.23%
C-5M 63.16%
C-32A 90.24%
C-37A 93.85%
C-37B 86.47%
C-40B 89.48%
C-40C 85.9%
C-12C 99.05%
C-12D 100%
C-12F 92.4%
C-12J 100%
MC-12W 100%
C-21A 100%
VC-25A 92.86%
TH-1H 74.63%
UH-1N 82.42%
HH-60G 66.20%
T-1A 60.51%
T-6A 63.29%
T-38A 74.48%
AT-38B 74.62%
T-38C 63.05%

HH-60 no treinamento Red-Flag Alaska 09-2

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