AVIAÇÃO COMERCIAL & PRIVADA

10 previsões ousadas para os aeroportos do futuro

Foto: PhHere

Inteligência artificial, aplicativos, segurança, redes 5G, robôs… Como essas tecnologias disruptivas vão mudar a vida dos passageiros nos aeroportos do futuro?!

A SITA, fornecedora líder de TI para o setor de transporte aéreo, apresenta 10 previsões ousadas sobre a importância da tecnologia nos aeroportos do futuro.

Confira:

1. Você nunca mais vai precisar tirar o cinto ou os sapatos

Durante a próxima década passar pela segurança significará apenas caminhar por um corredor. E sem filas. Chega de tirar casaco, sapatos e cinto ou colocar garrafinhas em saquinhos. Os passageiros e suas malas serão reconhecidos automaticamente à medida que passarem pelos pontos de verificação automatizados. Os pontos de verificação rígidos serão substituídos por corredores com sensores, tornando obsoletas as verificações físicas de documentos.

2. Conectividade total

Redes 5G e sensores cada mais baratos vão criar verdadeiros “lagos de dados” nos aeroportos. Os dados serão capturados através de redes definidas por software, agrupados e analisados ​​para tornar o aeroporto altamente eficiente, gerando uma experiência muito melhor para os passageiros.

3. O Aeroporto vai pensar

Um banheiro está sujo e precisa de uma limpeza extra? Dois aviões de grande porte vão pousar em horários parecidos e vão lotar a sala de desembarque? Em momentos assim vão entrar em cena os algoritmos de Inteligência Artificial (IA), verdadeiros aliados na gestão eficiente. Os aeroportos usarão a tecnologia Digital Twin para dar vida às operações em tempo real, com informações para todas as partes interessadas, melhorando a eficiência operacional e a experiência do passageiro. Um Digital Twin é uma simulação avançada de computador que usa dados de todo o aeroporto e operações da companhia aérea para visualizar, simular e prever o que acontecerá a seguir. Esses dados preditivos serão usados ​​para
otimizar as atividades operacionais, automatizando-as sempre que possível. O intercâmbio de informações significará respostas proativas e,
portanto, operações mais responsivas e planejadas com mais precisão.

4. Colaboração entre todos

Uma viagem envolve mais de dez entidades diferentes: o próprio aeroporto, companhias aéreas, agências governamentais, manipuladores de solo, restaurantes, empresas terceirizadas e lojas, dentre outras. A única maneira de coletar todos os dados para tornar essa jornada perfeita é através de uma estreita colaboração entre todos. Os dados operacionais serão compartilhados usando estruturas de confiança e as partes interessadas compartilharão fontes.

5. Segurança da informação

Os passageiros terão controle de quais aspectos de sua identidade devem
ser revelados e com que finalidade enquanto viajam. Em aeroportos futuros, o risco será constantemente avaliado por inteligência artificial especializada, usando uma versão digital da identidade do passageiro. Os elementos sensíveis dos dados serão usados ​​apenas pelos governos em sistemas colaborativos automatizados para aprovar – ou não – as várias etapas da jornada.

6. Todos vão ganhar tempo

Tudo terá etiquetas: pessoas, malas e carga. E eles serão rastreados durante toda a jornada, independentemente do modo de transporte que estiverem usando. Isso significa que a autorização de viagem e as verificações alfandegárias podem ser feitas antes do voo, economizando tempo no aeroporto. A entrega e coleta remota de malas serão oferecidas onde for mais conveniente para o passageiro, como em estações de trem, por exemplo.

7. Robôs por todo lado

Veículos e robôs conectados, automatizados e autônomos devem se tornar comuns, e de uso compartilhado. Uma grande variedade de objetos – de carrinhos de bagagem ou rebocadores de aeronaves – serão conectados via redes 5G, permitindo mais operações just-in-time, com automação e autoatendimento. O Aeroporto de Brasília se tornou o primeiro do Brasil a utilizar robôs na limpeza do terminal.

8. Um aeroporto sob medida

Os aeroportos vão precisar repensar as fontes de receita. Os estacionamentos, por exemplo, tendem a ficar obsoletos. A solução será lucrar com a personalização: deve ser fornecido aos passageiros. O aeroporto se adaptará às necessidades dos passageiros. Os exemplos podem incluir um serviço de limusine fornecido pelo aeroporto, aprovações rápidas e facilitação para viajantes regulares ou até check-in de malas em domicílio.

9. Táxi voador

Os aeroportos se tornarão centros gigantescos, fornecendo acesso a uma ampla variedade de opções de transporte. Inovações como táxis aéreos surgirão até 2030 para fornecer transporte muito mais eficiente. Eles podem até concorrer com os aviões em rotas de curta distância.

10. Viajantes do futuro

Como os viajantes de amanhã serão nativos digitais, as pessoas que administram aeroportos também precisarão ser nativos digitais. Será fornecido um ecossistema que permita colaboração e inovação, que é mais fácil para todos usarem. A inteligência artificial, por exemplo, poderá responder a questões como “Existe uma bolsa rosa como bagagem de mão no portão B34?” ou até determinar tarefas como “Há muitos passageiros no desembarque, envie mais motoristas de aplicativos”.