A Synerjet assinou um acordo com a REGENT Craft, desenvolvedora e fabricante das embarcações Seaglider, para aquisição de 10 unidades do Regent Viceroy Seaglider, com capacidade para 12 passageiros cada. Os Seagliders são um novo tipo de embarcação do tipo “wing-in-ground” (WIG), que voa em efeito solo sobre uma almofada de ar acima da superfície da água.
Trata-se de uma tecnologia nova. Não se trata exatamente de hidroaviões, como o Catalina, nem os ekranoplanos da era soviética. Os Regent são um novo tipo de embarcação do tipo “wing-in-ground” (WIG), que voa em efeito solo sobre uma almofada de ar acima da superfície da água.
Os antigos ekranoplanos não obtiveram sucesso devido à baixa tolerância a ondas, pouca manobrabilidade, dificuldade de controle manual e baixos níveis de segurança. Os Seagliders superam esses desafios ao incorporar tecnologias-chave, como hidrofólios e sistemas automatizados de controle da embarcação.

O Viceroy Seaglider é equipado com 12 motores elétricos. Ele parte de um porto navegando sobre a água, ganha velocidade, aciona um hidrofólio para aumentar ainda mais o desempenho e, então, decola, mantendo-se sempre a uma distância da superfície da água equivalente à envergadura de suas asas. Isso faz do Seaglider um barco voador totalmente elétrico, certificado como embarcação marítima.
O Viceroy tem capacidade para 12 passageiros e alcance de até 300 km, podendo atingir velocidades de até 300 km/h. A REGENT vem testando o protótipo do Viceroy Seaglider há mais de nove meses, com planos de voo ainda este ano. Um outro modelo, com capacidade para 100 passageiros, está em desenvolvimento.
Embora o modelo atualmente em testes seja voltado para o transporte de passageiros, a tecnologia também pode ser aplicada à logística de cargas. Hoje, já é possível transportar cargas de até 1.600 kg – mais do que um helicóptero é capaz de levar, por exemplo — e com emissão zero. Estudos já estão em andamento para ampliar o alcance dessas operações.
“Em termos de relevância histórica, o Seaglider da REGENT tem potencial para reinventar o transporte marítimo da mesma forma que o DC-3 revolucionou a aviação. A dimensão dessa possível revolução e seu impacto tanto no turismo quanto nas conexões ponto a ponto não podem ser subestimados”, afirma Fábio Rebello, CEO da Synerjet.
No litoral de São Paulo, por exemplo, o trajeto entre Santos e Ilhabela poderia ser realizado em apenas 20 minutos, além de diversas outras conexões via mar, como ao longo do litoral do Rio de Janeiro, da costa do Chile, a ligação entre Cartagena e Barranquilla, na Colômbia, Buenos Aires–Montevidéu, entre muitas outras.










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