Apesar de a cobertura midiática destacar as ações dos Estados Unidos nos ataques contra o Irã registrados desde 28 de fevereiro, o fim de semana também foi marcado pela maior operação aérea da história de Israel. Cerca de 200 caças e aeronaves de apoio foram mobilizados para executar os planos traçados há anos contra um dos principais rivais regionais dos israelitas.
Chamada de Operação Leão que Ruge (Roaring Lion), a ação envolveu atacar 500 objetivos estratégicos em poucas horas, com o uso de cerca de duas mil bombas. Além disso, ao lados dos norte-americanos, os israelenses dizem ter alcançado a superioridade aérea sobre o Irã em 24 horas.
A operação se destacou pelo uso de caças F-16I, F-15I e F-35I, versões customizadas dos caças de origem norte-americana. Possivelmente, aeronaves KC-46 Pegasus da US Air Force deram apoio para reabastecimento em voo, uma vez que a frota de Israel para essa tarefa é limitada a seis KC-707 e seis KC-130H, insuficiente para apoiar tantos caças em um ataque de longo alcance.

Historicamente, Israel é conhecido por missões aéreas que chamaram atenção pelo elevado nível de planejamento. Em 1976, por exemplo, a missão Entebbe envolveu quatro C-130 para confrontar terroristas e resgatar reféns em Uganda. Já em 1981, ocorreu a Operação Opera, quando caças F-16 destruíram uma instalação nuclear no Iraque. Já em 1985, oito caças F-15 atacaram alvos na Tunísia, a 2.060 km de distância.
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