Principal meio de projeção de poder militar da França, o porta-aviões a propulsão nuclear Charles de Gaulle teve sua posição revelada, durante deslocamento para o Oriente Médio, por conta do uso do aplicativo Strava no celular de um tripulante. Enquanto a embarcação adotava um perfil discreto para a viagem até o leste do Mediterrâneo, o militar fez uma corrida no deque do navio compartilhando publicamente seu desempenho no sinal do GPS.
Ele está em boa forma: em 35 minutos e 58 segundos, percorreu uma distância estimada em 7,23 km. Porém, quem acompanhou online seu perfil, pôde perceber uma trajetória irregular, causada pelo deslocamento do deque onde corria. Pior: foi possível identificar, com precisão, onde o porta-aviões estava, ao sul da Turquia e a oeste do Chipre. A corrida e o vazamento da informação estratégica ocorreu na manhã do dia 13 de março.

O porta-aviões Charles de Gaulle, que leva a bordo caças Rafale M e aviões-radar E-2D Hawkeye, lidera uma força naval complementada por pelo menos três fragatas e um navio-tanque. A força participaria de um exercício no Mar Báltico, no norte da Europa, mas o presidente Emmanuel Macron anunciou, em 3 de março, o deslocamento para perto do conflito que se desenrola no Oriente Médio, com objetivos inicialmente de defesa.
A Marine Nationale informou à Agência AFP que a conduta não era apropriada e que medidas seriam adotadas.

Poder bélico
Lançado ao mar em 1994, o Charles de Gaulle fez sua viagem inaugural em 2001. Seu deslocamento é de cerca de 42,5 mil toneladas, sendo aproximadamente a metade do registrado pelos porta-aviões norte-americanos. Ainda assim, o navio pode levar até 40 aeronaves, entre aviões e helicópteros. A tripulação é de aproximadamente 1,9 mil pessoas.










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