AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

A vantagem de ter Blackhawk e Seahawk

Helicóptero SH-16 visto a partir de um óculos de visão noturna. Foto: Força Aérea Brasileira
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A escolha do Sikorsky Seahawk como helicóptero de combate anti-submarino trouxe uma vantagem para a Marinha do Brasil: ter um modelo semelhante aos Sikorsky Blackhawk utilizados tanto pelo Exército quanto pela Força Aérea. O diferencial pôde ser constatado durante o mês de maio, quando quatro pilotos operacionais e cinco tripulantes da Aviação Naval foram capacitados no uso da tecnologia de óculos de visão noturna (NVG) sem precisar sair do país.

“Foi muito importante essa interação de conhecimentos, ver como funciona a aviação aeronaval, seus procedimentos e formação dos pilotos. É bom para Força Aérea, é bom para a Marinha do Brasil e é bom para o nosso país”, diz o Tenente Felipe Lobo Monteiro, do Esquadrão Pantera da Força Aérea Brasileira. O Esquadrão opera aeronaves H-60 Blackhawk a partir da Ala 4, em Santa Maria (RS), e foi responsável pela instrução aos aviadores navais.

Os aviadores navais podem aprender lições com seus colegas da Força Aérea e do Exército, que já operam Blackhawk há mais tempo

A Marinha opera seis SH-16 Seahawk no 1° Esquadrão Anti-submarino (HS-1), sediado em São Pedro da Aldeia (RJ). Os helicópteros também são capazes de operar a bordo dos navios Atlântico e Bahia. As aeronaves cumprem missões como combate a submarinos e navios, vigilância de área naval, busca e salvamento, transporte e ataque com mísseis e torpedo. A capacidade de utilizar os óculos de visão noturna é fundamental tanto para cumprir as missões quanto para pousar a bordo dos navios em precisar utilizar luzes que podem tornar a embarcação localizável aos inimigos.

Inicialmente, foram realizadas aulas teóricas e instruções aéreas no helicóptero SH-16 SeaHawk para a tripulação do esquadrão da FAB, a fim de possibilitar a familiarização com o modelo. Em seguida, foi ministrado ao efetivo do Esquadrão HS-1 um curso teórico preliminar aos vôos de instrução. Ao final, os tripulantes do Esquadrão Pantera realizaram 44 surtidas de instrução de voo com NVG, concluindo a capacitação no Esquadrão HS-1.

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