AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Luta política pode tirar Gripen da Hungria

O Gripen representou um salto operacional na Hungria, possibilitando as operações com a OTAN
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Populista. Antidemocrático. Machista. Racista. Anti-semita. E até nazista. As críticas internacionais ao primeiro ministro da Hungria, Viktor Orban, parecem ter começado a cansar. Depois que a Ministra do Bem-Estar Social da Suécia, Annika Strandhäll, relacionou a política húngara para imigrantes ao nazismo, o primeiro contra-ataque está prestes a acontecer: a Hungria planeja devolver os 14 caças JAS-39 Gripen que opera via arrendamento.

Ela o chamou de nazista e ele a chamou de “criatura pobre e doente”. E é o Gripen quem vai pagar pela briga

O país assinou um contrasto de arrendamento em 2003. O contrato atual prevê o arrendamento das aeronaves até 2026, quando as aeronaves passarão a ser efetivamente dos húngaros. Porém, o contrato não pode ser rompido até lá. Mesmo assim, na Hungria já se fala abertamente em encerrar o contrato com os suecos e partir para o F-16 ou F-35, com um pouco mais de chances para a primeira opção por conta da questão dos custos.

A troca da aeronave de primeira linha também teria como benefício adicional o fato de que, no contexto da OTAN, o Gripen é atualmente operado apenas pela Hungria e República Tcheca, diferentemente dos caças americanos, amplamente utilizados pelos parceiros da aliança militar.

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