A concessionária que arrematar o Aeroporto de Brasília no leilão programado para 17 de dezembro terá que investir R$ 1,2 bilhão no terminal brasiliense, em um dos negócios mais aguardados do mercado de concessão de aeroportos no Brasil. De acordo com o edital do leilão, a futura operadora deverá construir um novo terminal internacional, um edifício-garagem e uma nova via de acesso.
Quarto aeroporto mais movimentado do país, Brasília recebeu mais de 9,7 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais nos sete primeiros meses deste ano. O resultado representa alta de 8,14% em relação ao mesmo período de 2025. O aeroporto é o único do país com duas pistas capazes de operar simultaneamente.
O edital de repactuação foi publicado no início do mês. A nova modelagem é resultado de uma solução consensual homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e aprimorada após consulta pública e a etapa de conciliação entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) e a Inframerica, atual concessionária do aeroporto.
Entre as mudanças incorporadas aos documentos finais estão o aprimoramento da estrutura financeira da concessão e a definição do valor para a aquisição dos 49% de participação da Infraero, fixado em R$ 628,76 milhões, atualizado pelo CDI. A alíquota mínima da Contribuição Variável também foi reduzida de 5,9% para 5,13%, em razão da inclusão de novos investimentos obrigatórios no contrato. O prazo da concessão permanece até 2037.

Mais dez aeroportos
A repactuação amplia o alcance da concessão ao incorporar dez aeroportos regionais por meio do Programa AmpliAR. O conjunto inclui os aeroportos de Alto Paraíso de Goiás (GO), Barreiras (BA), Bonito (MS), Cáceres (MT), Dourados (MS), Juína (MT), Ponta Grossa (PR), Tangará da Serra (MT), Três Lagoas (MS) e São Miguel do Araguaia (GO).
Estão previstos inicialmente R$ 857,8 milhões em investimentos para ampliação, manutenção e operação dos aeroportos regionais. O valor poderá ser ajustado após a realização de uma Fase de Diagnóstico Inicial, novidade do processo que permitirá ao futuro operador avaliar as condições físicas e fundiárias de cada terminal antes da definição final dos investimentos.

Foto: Inframérica










