B-52 vai ganhar protagonismo na guerra aeronaval dos EUA

O B-52 Stratofortress deverá se tornar nos próximos anos um dos principais vetores dos Estados Unidos para o combate aeronaval. O histórico bombardeiro poderá levar até 20 unidades do AGM-158C Long Range Anti-Ship Missile (LRASM), atualmente o principal armamento do país para a destruição de embarcações inimigas.

O míssil, com alcance de 370 km, características stealth e ogiva de 453 kg, está em serviço desde 2018 com outras aeronaves, mas em menor número. O B-2 Spirit, por exemplo, pode levar até 16 unidades, enquanto aviões de caça (F-35, F-15, F-16 e F-18) voam com apenas duas unidades. O patrulheiro naval P-8 Poseidon leva quatro. A maior capacidade é a do B-1B Lancer, com possibilidade de levar até 24 unidades. Porém, a US Air Force conta com 76 B-52 e 46 B-1B Lancer.

Teste de míssil LRASM em caça Super Hornet. Foto: Lockheed Martin

Analistas de poder militar dos Estados Unidos avaliam que a incorporação da arma ao B-52 significa uma grande ameaça à China, na eventualidade de um conflito na região do Pacífico. Na prática, os Estados Unidos iriam contar com uma frota crescente de aviões capazes de lançar armamentos letais a todos os tipos de embarcações, deixando vetores como os patrulheiros marítimos P-8 Poseidon focados na designação de alvos.

Vale destacar que o B-52 também tem a capacidade de utilizar as minas navais Quickstrike.

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Humberto Leite

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