Imagens liberadas pelas Forças Armadas da China mostram o que parece ser um bombardeiro H-6N armado com um míssil balístico JL-1. A imagem foi capturada durante um treinamento de destruição de alvos navais e significa a ampliação das capacidades da China de combater frotas inimigas no Pacífico. Vale ressaltar que o JL-1 pode ser armado com ogivas nucleares ou convencionais.
O Xian H-6N é a mais recente variante do bombardeiro que, apesar de estar em serviço desde 1969, tem recebido diversos aprimoramentos em versões cada vez mais capazes. Estima-se que haja 20 H-6N em serviço, todos adaptados para uso de mísseis balísticos ou de cruzeiros, sendo parte importante da estratégia chinesa de dissuasão. O H-6N entrou em serviço em 2018 e acredita-se que também tenha sistemas de autodefesa, navegação e de guerra eletrônica avançados, mais que a versão de ataque convencional, H-6K, que entrou em serviço em 2007.
Em 2024, o sobrevoo de jatos H-6N próximo ao Canadá, acompanhados turboélices russos Tu-95, demonstrou a capacidade de atuar bem além de missões costeiras. Ainda assim, a maior preocupação dos Estados Unidos e de seus aliados no Pacífico é com a expectativa de que já na próxima década a China conte com bombardeiros nucleares stealth, possivelmente de sexta geração.
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