O Ministério da Defesa da Rússia anunciou, em 26 de outubro, que bombardeiros estratégicos Tupolev Tu-95MS realizaram uma missão de 13 horas de voo sobre os mares de Bering e Chuckchi, localizados próximos ao Alasca. A missão teria tido ainda a participação de aeronaves de reabastecimento e de caças Su-35S na função de escolta.
A primeira interpretação possível do anúncio é que a Rússia mostra ter força de sua aviação estratégica, mesmo que vetores aéreos estejam engajados na luta com a Ucrânia, do outro lado do país, e de ter havido perdas operacionais após ataques ucranianos. Os Tu-95 atuam na guerra em curso com o lançamento de mísseis de cruzeiro, de longo alcance. Estima-se que a Rússia conte atualmente com cerca de 35 Tu-95 operacionais.
A segunda possibilidade de leitura do comunicado russo é ter se adiantado às notícias, comumente publicadas por países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a respeito da presença desses voos. Os próprios russos informaram que todo o voo foi realizado conforme as regras da aviação internacional. Não foi informado se houve encontro com interceptadores dos Estados Unidos ou do Canadá.
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