As Forças Armadas brasileiras não estão com capacidades operacionais para defenderem a soberania do País e há, tanto na sociedade civil quanto em parte dos próprios militares, a falta de percepção do risco de um dia haver agressão ao Brasil. Esta foi uma das principais ideias apresentadas pelo Tenente-Brigadeiro da reserva Carlos de Almeida Baptista Júnior, oficial que esteve à frente do Comando da Aeronáutica entre 12 de abril de 2021 e 2 de janeiro de 2023, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo publicada nesta semana.
De acordo com o Tenente-Brigadeiro Baptista Júnior, um ex-piloto com experiência em caças F-5 e AT-26, além de aviões-radar E-99, o Brasil precisa, por exemplo, de pelo menos 66 caças F-39 Gripen para ter um poder de dissuasão adequado. Ele também destacou a importância de aeronaves de patrulha marítima e de reabastecimento em voo como prioridades.

Na entrevista ao jornalista Marcelo Godoy, o militar defendeu ainda a importância do fortalecimento do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, a quem os comandantes de Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira deveriam se subordinar. A visão do Tenente-Brigadeiro Baptista Júnior é de que as três forças deveriam se preocupar em organizar, treinar e equipar seus efetivos, mas o emprego operacional caberia a comandos conjuntos permanentes.
Outro ponto da entrevista foi o comentário a respeito da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), do Ministério da Defesa. O ex-Comandante da Aeronáutica opinou que “infelizmente” a Seprod não conseguiu se fortalecer diante do poder decisório individual das Forças Armadas, não sendo uma agência centralizada para compra de equipamentos de defesa, desenvolvimento de tecnologias e exportação de armamentos, como a Direction Générale de l’Armement (DGA), da França.

Entre incorporações e cortes
Um aspecto não abordado na entrevista é que foi durante o comando do Tenente-Brigadeiro Baptista Júnior que ocorreu a incorporação dos caças F-39E Gripen ao 1º Grupo de Defesa Aérea, em 19 de dezembro de 2022. A gestão foi marcada também pelo início da vida operacional dos jatos KC-390 Millenium, que haviam começado a chegar em 2019. O período ficou ainda marcado pelo recebimento do par de cargueiros KC-30.
Ao mesmo tempo, dependente dos recursos destinados pelo governo da época, coube ao Tenente-Brigadeiro Baptista Júnior conduzir um dos momentos mais tensos da relação entre a Força Aérea Brasileira e a Embraer quando, em 12 de novembro de 2021, ele assinou uma nota oficial em que era anunciada a intenção de reduzir de 28 para 15 unidades a compra dos jatos KC-390. Acabou sendo firmado acordo para 19 aeronaves.

Ainda em seu comando, em 2022, foi anunciado que o contrato para aquisição dos 36 Gripen, assinado em 2014, seria ampliado para incorporar mais quatro aeronaves. Porém, o número de 40 aeronaves não foi mais falado como oficial. Também não ocorreu a esperada modernização dos KC-30 que, apesar da presença do “K” na designação, até hoje não têm capacidade para reabastecimento em voo.
Esses projetos não dependem da visão pessoal ou do engajamento dos comandantes militares, e sim dos orçamentos estabelecidos pelo Governo Federal. Na entrevista, o Tenente-Brigadeiro Baptista Júnior não fez críticas à falta de investimentos militares especificamente do governo Jair Bolsonaro, quando estava na função de Comandante da Aeronáutica, adotando a fala de que se trata de um problema dos “últimos 30 anos”.










Esse aviãozinho extremamente caro de uma turbina só, baixa autonomia de vôo e de transporte de armamentos, realmente precisa um monte.
A AERONAUTICA TEM 89 BRIGADEIROS NA ATIVA. 68 AERONAVES EM CONDIÇÃO DE VÔO. VARIAS BASES AEREAS INOPERANTES, INCLUSIVE RECIFE-PE…….🤣🤣🤣🤣🤣
AINDA ALGUMAS DELAS A SERVIÇO EXCLUSIVO DE VARIOS MINISTROS DO STF E DO EXECUTIVO
Caças pra que??? Pra voar no 7 de setembro em desfile????? Kkkkkk
66 é muito pouco. Digo isso porque sei que os Estados Unidos tem uma área quase igual do Brasil e possuem mais de dois mil caças. Acho que o Brasil também deveria ter uns 2 mil caças para nos proteger.
Comparado aos países desenvolvidos, estamos em franca desvantagem na Defesa aerea-espacial. Se faz necessário aumentar com urgência o contingente bélico terra, água e ar. Notadamente frente as ameaças que se intensifica na América do Sul.
Dadas as dimensões continentais do Brasil, 90 ou 120 caças Gripen seriam um bom número.
Não é só isso, o Brasil precisa de no mínimo 10 regimentos de defesa ante aérea de longo alcance tipo S400 e outros 10 regimentos S300 além de radares de longo alcance e 2 satélites militares, se livrar do GPS americano e da starlink, fomos ameaçados somos a bola da vez.
O Brasil, precisa aumentar o PIB, diminuir a infração, investir em saúde e educação e não jogar dinheiro fora investindo e armamento enquanto muitos brasileiros passam fome, generais ganhando altos salários pra nada
Só agora em 2026 que o brigadeiro viu isso? PQP
Avaliação errada. De 200 a 1000, com pelo menos 30 submarinos e maior arsenal para negação de área.
É porque somente agora vem falar sobre isso ? Porque não comprou quando foi comandante ?
me pergunto: não fez nada disso enquanto comandante da força e agora fica dando opinião no que deve ser feito ou não. este BJ não é mole não..
O conflito com Iran demonstrou que um programa de mísseis e drone é mais efetivo que força areia convencional fora que é mais barato.
Realmente algo a se pensar, não que não precisássemos de mais aviões mas baratos e se possível com países não convencionais com tecnologia compartilhada. O mundo ficou muito mais perigoso.
O Brasil precisa de avião igual o que foi usado pra apagar incêndio no pantanal, aí nós ia dizer: incêndio na Amazônia, não existe mais, nós apaga rapidinho, um país mostra sua capacidade mostrando como reage a essas situações.
Nos temos 09 dos nove 01 está totalmente inutilizado, 06 não possuem armamento os outros estão sem combustível para as missões
Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira ,sendo subordinada somente ao EMCFFA,comandada por 4 estrelas cargo esse eleitivo pelo alto comando.
É só cortar a pensão das filhas de militares que sobra dinheiro para comprar caças, blindados, navios de guerra etc…
Na verdade se o brigadeiro tem prática em combates aéreos e defesa territorial ,devia saber que além de 100 Grippen, espalhados em vários pontos do país e não só em Brasília e Rio de Janeiro, precisamos ter caças de 5a e até 6a. Geração somando mais 40 aviões e ter milhares de drones de vários usos específicos e bombardeiros para arrasar campos do partido político do crime. AvSF. Consultor de estratégias militares da Otan.
Acho também um absurdo, mas elas são as responsáveis pela falta de recursos nas Forças Armadas ?? O país é um mar de corrupção, escândalos se sucedem a todo o instante, petrolão, mensalão, INSS, dinheiro em malas e em cuecas, bancos liquidados por atuação fraudulenta e muitos outros que poderia citar aqui. Obviamente que não sobra dinheiro pra educação, saúde, segurança pública, infraestrutura e muito menos para as Forças Armadas.