Em 2024, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram registrados 425 avistamentos de balões próximos a aeroportos e a rotas aéreas. Em 2025, o número saltou para 728. Apenas nos cinco primeiros meses de 2026, já foram contabilizadas 206 ocorrências.
A prática, comum na época de festas juninas, representa uma grave ameaça à segurança pública. Para alertar à população sobre os perigos dessa atividade ilegal, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Aeroportos do Brasil (ABR) e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) lançam uma campanha nacional de conscientização.
A mensagem é simples e direta: depois de lançado, ninguém controla o destino de um balão. Levado pelo vento, ele pode atingir residências, escolas, hospitais, áreas de vegetação, redes elétricas e até rotas de aeronaves, transformando uma aparente brincadeira em incêndios, acidentes e tragédias.
Na aviação, o risco é especialmente preocupante. Balões podem invadir áreas próximas aos aeroportos, cruzar trajetórias de pouso e decolagem e até interromper operações aeroportuárias. Também representam uma ameaça direta às aeronaves, com potencial para causar danos e exigir inspeções imediatas.
Além dos impactos para o transporte aéreo, a queda de balões pode provocar incêndios em áreas urbanas e ambientais, colocando comunidades inteiras em risco e causando prejuízos significativos.
Prática criminosa
A soltura de balões é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), com pena de detenção de um a três anos e multa. Dependendo das circunstâncias, os responsáveis também podem responder por crimes relacionados à segurança da aviação civil.
Avistou um balão? Denuncie!
Em caso de flagrante de soltura de balões, a recomendação é acionar imediatamente os canais policiais, como o telefone 190 da Polícia Militar, os serviços de disque denúncia locais ou o Portal Único de Notificação.
Balões X Balonismo
É importante diferenciar a prática ilegal da soltura de balões do balonismo, atividade turística e esportiva regulamentada no Brasil. Enquanto os balões juninos são lançados sem qualquer controle de trajetória e frequentemente utilizam chamas que podem provocar incêndios, os voos de balão tripulado seguem normas específicas de segurança, contam com planejamento prévio, pilotos capacitados e autorizações operacionais. A campanha tem como foco exclusivamente a soltura irregular de balões não tripulados, prática que representa riscos à aviação, ao meio ambiente e à população.











