AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Com lançamento de um Su-30MKI, Índia completa com sucesso os testes da tríade de mísseis supersônicos BrahMos.

Míssil BrahMos MAKS 2009
Míssil BrahMos MAKS 2009
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Num furo jornalístico, a equipe de ASAS confirmou há pouco que no dia de hoje a Índia realizou com sucesso o primeiro lançamento da versão aerotransportada do míssil BrahMos. A arma foi lançada de um caça multifuncional Sukhoi-30MKI da Força Aérea Indiana na Baía de Bengala e atingiu um alvo no mar. O binômio BrahMos/Sukhoi-30MKI se torna assim uma arma tanto tática quanto estratégica, pois coloca, por exemplo, a capital do Paquistão dentro de seu raio alcance, podendo até utilizar cargas nucleares.

O míssil de cruzeiro supersônico BrahMos (o nome é a junção dos nomes dos rios Brahmaputra indiano e do Moskva russo) foi desenvolvido pela BrahMos Aerospace, uma joint-venture formada pela Organização de Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa (DRDO na sigla em inglês) indiana e a estatal russa NPO Mashinostroyenia (NPOM), podendo ser lançado por ar, terra ou mar. Ele é baseado no míssil de cruzeiro russo P-800 Oniks e vem sendo testado desde 2004 na área de testes de Pokhran, Índia demonstrando ser capaz de executar manobras evasivas em “S” a Mach 2.8. Sua velocidade normal é entre Mach 2.8 e 3.0.

Já estão entrando em operação as versões lançadas por vetores baseados em terra e em mar (por navios ou submarinos), e com tal arma a BrahMos Aerospace detém Record Mundial de míssil de cruzeiro multiplataforma mais rápido do mundo.

BrahMos-A – Versão de lançamento aéreo

A versão que arma os Sukhoi-30MKI passou por extensas modificações para que seu peso fosse reduzido a 2,55 toneladas (o peso das outras versões é de 3 toneladas), podendo ser lançado de altitudes entre 500 a 14.000 metros (1.640 a 46.000 pés), com alcance de até 450 km. Após o lançamento, o míssil entra em queda livre de 100-150 metros e segue para a fase de cruzeiro a 14 mil metros (46 mil pés), mergulhando próximo do alvo para entrar na fase final, voando a parcos 15 metros, de modo a dificultar ao máximo de ser detido pelas defesas inimigas. No primeiro estágio sua propulsão é de combustível sólido de foguete e no segundo, por um motor ramjet de combustível líquido.
Em médio curso ele é guiado por navegação inercial (INS) e na corrida final por radar ativo, o que torna sua margem de erro de 1 metro ao redor do alvo.
Cada unidade do BrahMos custa cerca de US$ 2,73 milhões.

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