País membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) desde 2009, a Croácia finalmente assumiu a defesa do próprio espaço aéreo, antes realizada tanto por caças da Itália quanto da Hungria, que agora podem se dedicar a outras missões. O reforço prático passou a valer em 1º de janeiro, graças à conclusão do treinamento dos pilotos croatas dos caças Dassault Rafale, adquiridos pelo país.
Agora, os caças croatas vão conduzir a defesa do seu espaço aéreo nos moldes preconizados pela aliança militar, com alerta 24 horas, diariamente. O serviço já não era executado nestes moldes com a frota de MiG-21, aposentados em 2024 e que vinham apresentando baixa disponibilidade há anos. Vale destacar que a Croácia conta agora com caças Rafale da versão F3-R, um dos padrões mais modernos disponíveis. As aeronaves foram usadas por um curto período pelas forças armadas da França.
A Hrvatsko Ratno Zrakoplovstvo, nome oficial da força aérea da Croácia, recebeu 12 jatos Dassault Rafale a partir de outubro de 2023, após a assinatura do contrato em 25 de novembro de 2021. Chama a atenção tanto o tempo entre a assinatura e a primeira entrega, 23 meses, quanto o período para a unidade ser considerada apta para assumir a função de defesa aérea: dois anos e três meses após o recebimento do primeiro caça. A entrega de todas as unidades foi concluída em abril de 2025.
Há a expectativa de, futuramente, a Croácia passar a participar de missões internacionais da OTAN, incluindo o alerta de defesa aérea em outros países membros que não contam com caças próprios, como Estônia, Letônia e Lituânia.
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