AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Cruzex é teste real para mobilização do Comando e Controle da FAB

A FAB possui radares móveis que podem ser desdobrados a bordo de aviões C-130
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A Cruzex é um exercício. Porém, a mobilização da Força Aérea Brasileira é real. Desde militares até sistemas de comando e controle precisam ser deslocados para o Nordeste, onde acontecem as atividades aéreas.

Enquanto os caças não chegam a Nata, a aviação de transporte está engajada na mobilização dos cinco esquadrões do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º GCC). Radares, antenas e outros equipamentos, além de militares, precisam ser levados para localidades como Assú (RN), Natal (RN), Caicó (PB), Sousa (PB), Santa Terezinha (PE) e Recife (PE).

Um radar TPS-B34M do Esquadrão Mangrulho, sediado em Santa Maria, foi instalado em Caicó, no sertão potiguar. Durante a CRUZEX 2018, o equipamento terá como principal função proporcionar maior cobertura radar na região, amplificando a visualização dos tráfegos, que serão controlados pelo Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III), que fica em Recife (PE). Para o transporte do radar e outros equipamentos, também foi utilizada uma aeronave C-130 Hercules, que percorreu uma distância de mais de 4.000 km entre as localidades, a cada um dos quatro deslocamentos necessários.

Natal (RN) é sede de um dos esquadrões do 1° GCC, o 3º/1º GCC, Esquadrão Morcego. Cabe a unidade operar o Radar de Precisão de Aproximação, conhecido como PAR (sigla em inglês para Precision Approach Radar). Além disso, o esquadrão também montou uma estrutura de comunicações na cidade de Maxaranguape (RN), onde a FAB possui um estande de tiro aeronáutico.

“A estrutura está pronta para o início do treinamento. O que estamos fazendo no exercício é cumprir a missão da nossa unidade: instalar operar e manter meios de detecção e comunicações em lugares onde muitas vezes são insuficientes e com quase nenhuma infraestrutura para uma demanda tão grande de voos de variados tipos, com diferentes performances e altitudes, tudo ao mesmo tempo. Também é uma excelente oportunidade para validar nossa capacidade em logística operacional, mobilizando equipamentos e pessoal do Grupo e seus cinco esquadrões, para o treinamento mais importante da Força Aérea nesse ano”, disse o Comandante do 1º GCC, Coronel Cyro Cruz.

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