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Embraer e Boeing trocam acusações sobre fim do acordo

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O fim das negociações entre a Boeing e a Embraer não foi tranquilo. Em seu comunicado oficial, a Boeing informou que a Embraer não cumpriu as “condições necessárias” para o acordo chamado pela sigla Master Transaction Agreement (MTA).

A Embraer reagiu. Também em comunicado oficial, a brasileira afirma que ” acredita firmemente que a Boeing rescindiu indevidamente o Acordo Global da Operação (MTA) e fabricou falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos de fechar a transação e pagar à Embraer o preço de compra de U$ 4,2 bilhões”. A Embraer afirma que cumpriu todas as condições necessárias, mas “a Boeing adotou um padrão sistemático de atraso e violações repetidas ao MTA, devido à falta de vontade em concluir a transação, sua condição financeira, ao 737 MAX e outros problemas comerciais e de reputação”.

A Embraer também informou que buscará todas as medidas cabíveis contra a Boeing pelos danos sofridos como resultado do cancelamento indevido e da violação do MTA.

A Boeing chegou a demonstrar confiança em manter a parceria de comercialização do KC-390, mas o comunicado da Embraer deixa qualquer relação entre as empresas sob dúvidas.

Clique aqui para ler o comunicado da Boeing (em inglês).

Leia o comunicado da Embraer:

Embraer afirma que Boeing rescindiu indevidamente o Acordo Global da Operação (MTA)

São José dos Campos, 25 de abril de 2020 – A Embraer acredita firmemente que a Boeing rescindiu indevidamente o Acordo Global da Operação (MTA) e fabricou falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos de fechar a transação e pagar à Embraer o preço de compra de U$ 4,2 bilhões. A empresa acredita que a Boeing adotou um padrão sistemático de atraso e violações repetidas ao MTA, devido à falta de vontade em concluir a transação, sua condição financeira, ao 737 MAX e outros problemas comerciais e de reputação.

A Embraer acredita que está em total conformidade com suas obrigações previstas no MTA e que cumpriu todas as condições necessárias previstas até 24 de abril de 2020.

A empresa buscará todas as medidas cabíveis contra a Boeing pelos danos sofridos como resultado do cancelamento indevido e da violação do MTA.

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