AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Embraer tem 7 anos para emplacar KC-390 no mercado

Foto: Força Aérea Brasileira
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Desenvolvido para a Força Aérea Brasileira, o KC-390 Millenium poderá ser exportado para até 70 países e render US$ 21,3 bilhões de dólares ao longo de 20 anos. A informação foi dada agora pela manhã pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Carlos Antonio Moretti Bermudez, durante o seminário de defesa nacional realizado na Escola Superior de Guerra, em Brasília (DF).

O militar explicou que três unidades já foram recebidas e uma deverá ser entregue até o fim do ano. O Comandante detalhou o cronograma: três serão entregues em 2021, três em 2022, quatro em 2023, três em 2023, quatro em 2025, quatro em 2026 e três em 2027.

A fase de desenvolvimento, entre 2009 e 2015, gerou, 8.580 empregos diretos e indiretos, segundo o Comandante da Aeronáutica. Cerca de 6.300 empregos também devem ser mantidos com a manutenção da cadeia produtiva.

Como esperado, a FAB foi o cliente de lançamento da aeronave. O contrato para a aquisição das 28 foi assinado em 2014, mesmo antes do fim da fase de desenvolvimento. Em julho de 2019, Portugal adquiriu cinco unidades, com entregas entre 2023 e 2027 ao ritmo de uma por ano.

Sete anos garantidos

Para cumprir a projeção otimista do Comandante da Aeronáutica, porém, é preciso efetivamente fechar os novos contratos de exportação. As 33 aeronaves vendidas até o momento para Brasil e Portugal vão manter a linha de produção ocupada até 2027: na prática, é este o prazo para mais países adotarem o avião desenvolvido no Brasil.

Participantes do projeto de desenvolvimento, a Argentina e a República Tcheca assinaram cartas de intenções para seis e duas unidades, respectivamente. Porém, nenhum dos dos países efetivaram as encomendas, sendo que a Argentina vem investindo na modernização dos seus C-130 Hércules. O Chile havia manifestado a intenção de adquirir seis unidades e a Colômbia mais doze. Até agora também não foram assinados contratos. A Embraer também perdeu a concorrência na Nova Zelândia, que preferiu adquirir o norte-americano C-130J.

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