Em uma demonstração histórica para a aviação militar do futuro, um piloto a bordo de um caça F-22 Raptor assumiu e direcionou, diretamente da manche e dos painéis do seu cockpit, as operações táticas de uma aeronave não tripulada de combate (CCA), identificada nos ensaios como o drone FQ-44. É o início do conceito chamado de loyal wingman, quando caças voam com o auxílio de aeronaves não tripuladas. A novidade significa a ampliação do poderio do F-22, cujo projeto é mais antigo que seus rivais russos e chineses da mesma geração.
Até então, o controle de drones de grande porte era feito exclusivamente por estações terrestres de pilotagem remota ou por operadores dedicados em aeronaves quadrimotoras de grande porte. O ensaio provou a viabilidade técnica da equipe homem-máquina (Manned-Unmanned Teaming – MUM-T) diretamente a partir da cabine monoplace de um caça de alta performance, onde a carga de trabalho do piloto já é extremamente elevada.

Para viabilizar o teste sem sobrecarregar o piloto do Raptor, os engenheiros integraram um novo link de dados direcional de alta velocidade e baixa probabilidade de interceptação (LPI/LPD). A interface permite que o piloto envie ordens ao FQ-44, como “investigar setor radar”, “executar bloqueio eletrônico” ou “assumir posição de ala”. Os comandos ocorrem por meio de poucos toques nas telas ou comandos de voz, deixando que a inteligência artificial a bordo do drone calcule as rotas e manobras acrobáticas necessárias.
O drone FQ-44 atuou durante o voo como um “sensor avançado” do F-22. Projetado com características stealth de baixa observabilidade, o vetor não tripulado voou quilômetros à frente do caça pilotado, utilizando seus próprios radares e sensores infravermelhos para mapear ameaças e retransmitir o panorama tático diretamente para o capacete e os mostradores do Raptor. A tecnologia garante que o F-22 permaneça com seus radares emissores desligados, atacando alvos sem jamais revelar sua posição exata ao inimigo.
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