A US Air Force anunciou, nesta semana, um contrato de 694 milhões de dólares para a empresa Lockheed Martin produzir seus primeiros mísseis hipersônicos, chamado por enquanto de AGM-183A Rapid Response Weapon (ARRW). Não foram divulgados detalhes como números e cronograma.
O AGM-183 foi testado em bombardeiros B-52 Stratofortress, mas é público haver estudos para integrá-lo aos B-1B Lancer, F-15 e, futuramente, ao B-21 Raider. A arma seria capaz de atingir velocidade máxima de Mach 5, com picos de Mach 15, e atingir alvos a 1.600 km de distância.
O desenvolvimento foi tortuoso. Depois de falhas publicamente reveladas em 2020 e 2021, houve um voo bem sucedido em maio de 2022 e um teste de ciclo completo, do lançamento até o impacto com um alvo, em março de 2024. Os atrasos são evidentes porque a expectativa inicial era ter esses mísseis em serviço já em 2022.
Em paralelo, pelo menos a Rússia e a China já contam com armamentos do tipo em serviço operacional, inclusive com uso efetivo na guerra da Ucrânia. O Irã alega que seus mísseis Fattah 1 e 2, revelados em 2023, também têm a mesma capacidade, além de terem atingido alvos em dos Estados Unidos e de Israel.
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