Ex-piloto de caça e instrutor da United States Air Force (USAF), o major Gerald Eddie Brown Jr., de 65 anos, foi preso nesta semana em Jeffersonville sob a acusação de violar as legislações sobre venda de serviços militares. De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2026, ele esteve na China, onde realizou treinamento de militares daquele país e passou informações estratégicas sobre as forças armadas norte-americanas.
As informações divulgadas até o momento por sites são contraditórias. Há o relato de que ele teria sido piloto de caças F-35 Lightning II, porém, o major teria dado baixa do serviço ativo em 1996, aos 35 anos. Ao mesmo tempo, é dito que ele saiu após 24 anos na USAF, o que significaria ter se tornado militar aos onze anos. Esta linha do tempo foi divulgada pelo próprio Departamento de Justiça.
As descrições sobre a experiência de voo do militar incluiria caças F-4 Phantom II, F-15, F-16 e A-10, sendo improvável um piloto ter passado por tantas aeronaves distintas. Há o entendimento, ainda, de que ele teria sido instrutor em simuladores de voo, tanto na USAF, quanto na iniciativa privada. Isso permitiria incluir, com mais segurança, todos estes modelos no seu currículo, além do próprio F-35.

Não é caso isolado
De todo modo, este não é um caso isolado. O Departamento de Defesa lembra que, em 2017, Daniel Edmund Duggan, um ex-piloto do US Marine Corps, foi indiciado pela mesma prática. Ele foi preso em outubro de 2022, na Austrália, e aguarda extradição.
Também já houve acusações semelhantes contra aviadores com experiência militar na França e no Reino Unido. O tema já é tratado como assunto sensível pela OTAN.
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