AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

FA-50 é oferecido como caça ideal para complementar F-16 e F-35

Um jato avançado, capaz de proporcionar aos aviadores o contato com as mais recentes tecnologias da guerra aérea, porém por uma fração do custo operacional. É essa a descrição do FA-50, caça leve de combate da Korea Aerospace Industries, anunciado em julho como novo reforço da Força Aérea da Polônia e com novas perspectivas de mercado.

Em entrevista ao site Defence24, o ministro da defesa da Polônia, Mariusz Blaszcak, elogiou o jato sul-coreano. “Esses aviões podem ser utilizados em combate, mas também são uma plataforma perfeita de treinamento, explicou.

“Um piloto que tnha treinado no FA-50 só precisa de poucas horas para começar a voar o F-16 sozinho. O custo de formação é muito menor e assim poderemos formarmais pilotos”, detalhou. A Polônia já conta com os treinadores italianos M346, mas está insatisfeita com os resultados. “Os M346 têm um disponibilidade muito baixa. Por isso decidimos comprar os FA-50”, revelou.

O FA-50 foi desenvolvido a partir do F-16 e também já foi pensado conforme as doutrinas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Dos 48 FA-50 adquiridos pela Polônia, doze serão recebidos já no próximo ano, e imediatamente estarão em operações multinacionais. O jato também pode ser utilizado para a transição de pilotos destinados a operarem com os F-35, que não têm versão biplace.

Com motor General Eletric F404, o FA-50 chega a Mach 1.5. A suíte de armamentos inclui um canhão 20mm, mísseis ar-ar AiM-9 Sidewinder e bombas guiadas JDAM. Há previsão de incorporar os AiM-120 AMRAAM e um radar do tipo AESA. Destaque-se ainda a existência de datalink e suíte de guerra eletrônica.

Foto: KAI

A Korea Aerospace Industries também irá, até 2026, montar um centro de manutenção na Polônia. O planejamento é de que o exemplo polones e as instalações na Europa ajudem a convencer outros países da região a adotarem o FA-50 como um caça de segunda linha e/ou treinador avançado.

O modelo também é oferecido para nações com baixos recursos para modernizar suas forças aéreas, como o Uruguai. O modelo já foi adquirido por Tailândia, Filipinas, Iraque e Indonésia, além do seu país de origem.