AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

FAB amplia operacionalidade do Hermes 900

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Em operação desde 2014, a Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) Hermes 900 da Força Aérea Brasileira tem autonomia para até 30 horas de voo, mas sua operação era limitada a 250 km da sua base de operações, por conta da antena, que também podia enfrentar problemas como interferência e limitações por conta da geografia da área. Agora, isso mudou. Na última quarta-feira, a FAB realizou o primeiro voo do seu Hermes 900 com link via satélite. Isso torna o raio de atuação da aeronave praticamente ilimitado.

“Até hoje isso era feito somente por meio de uma antena que fica no solo, uma operação que exige linha de visada com a aeronave. Ou seja, trazia algumas limitações de distância para a operação da aeronave, pois à medida que a distância entre a aeronave e a estação de solo aumenta, a aeronave começa a ficar abaixo do horizonte, interrompendo a linha de visada”, detalha o Capitão Aviador Lucas Gazzi Diaz, do Esquadrão Hórus.

Agora, a antena do sistema de controle em solo fica apontada para o satélite, e não mais para onde a aeronave deve operar. O sistema permite não apenas controlar a ARP mas também receber as informações dos sistemas de bordo.

O principal sensor recebido pela FAB para a aeronave é o sistema SkEye. Trata-se de um conjunto de 10 câmeras de alta resolução que permitem a vigilância de uma região inteira. O software, que processa o conjunto de imagens, é capaz de visualizar de maneira independente, o que permite monitorar dentro uma mesma área diferentes alvos simultaneamente. Cerca de 10 pessoas são necessárias para operar a nova ferramenta.

Com peso máximo de 1.180 kg, o RQ-900 voa a até 9.000 metros de altura. Pode levar ainda câmera infravermelho e um radar para reconhecimento.

O Esquadrão Hórus, sediado em Santa Maria (RS), opera ainda modelos Hermes 450.

A FAB não divulgou se o satélite utilizado na missão foi o Satélite Geoestacionário de Comunicações e Defesa (SGDC), controlado por brasileiros, ou se o enlace foi realizado com a participação de equipamentos operados por outros países.

Tanto o Hermes 900 quanto o 450 são produzidos pela fabricante israelense Elbit, e no Brasil, estas ART tem apoio técnico pela AEL Sistemas, empresa brasileira sediada em Porto Alegre (RS), que faz parte do Grupo Elbit, e que é dedicada ao projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de sistemas eletrônicos militares e espaciais, para aplicações em plataformas aéreas, marítimas e terrestres; sendo também capacitada para o fornecimento, projeto e desenvolvimento de aviônicos, sistemas terrestres e sistemas para segurança pública, a empresa também participa de diversos programas da indústria espacial.

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