FAB avança para usar o Gripen em missões de reconhecimento

Designado no Brasil como F-39, os caças Gripen são chamados na Suécia pela sigla JAS, referente às palavras Jakt (Caça), Attack (Ataque) e Spaning (Reconhecimento), o que demonstra sua multifuncionalidade. E a Força Aérea Brasileira deu, em outubro, um passo fundamental para explorar todas as potencialidades do jato.

Foram realizados os primeiros voos com os sistemas Reccelite e Litening, fabricados pela empresa israelense Rafael. Enquanto o primeiro permite captar imagens de alta resolução a grandes distâncias, fornecendo informações estratégicas para o planejamento e a execução das operações, o segundo aprimora a capacidade de detectar, identificar e acompanhar alvos, além de possibilitar a designação por laser para o emprego de bombas guiadas.

Caça F-39E da FAB durante voo no interior de Goiás. Foto: Johnson Barros

Desenvolvido para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento, o Reccelite utiliza sensores eletro-ópticos e infravermelhos que permitem a obtenção de imagens durante o dia e à noite. Entre seus diferenciais está a capacidade de realizar o monitoramento de extensas áreas, reunindo informações detalhadas sobre o terreno e pontos de interesse. O sistema também dispõe de recursos para transmissão e processamento de dados em tempo real.

O Litening, por sua vez, reúne sensores de alta resolução, câmeras infravermelhas e recursos de rastreamento que possibilitam observar e acompanhar alvos a grandes distâncias, inclusive em condições de baixa luminosidade. Sua tecnologia de designação por laser permite orientar armamentos compatíveis até os alvos identificados, ampliando a precisão das operações. Esses recursos também contribuem para o acompanhamento de alvos em movimento e para a avaliação dos resultados das missões.

Testes

Entre os dias 6 e 8 de outubro, na Base Aérea de Anápolis (BAAN), ocorreram os primeiros voos do F-39 Gripen com duas novas tecnologias acopladas à aeronave. Os voos fizeram parte dos Testes de Aceitação em Solo e em Voo (SAT, do inglês Site Acceptance Test). Além das atividades aéreas, a etapa incluiu o recebimento e a verificação das estações e dos equipamentos de solo, bem como avaliações de conectividade e integração dos sistemas.

VEJA TAMBÉM:

Humberto Leite

Autor

PRÉ VENDA – NOVA EDIÇÃO DA ASAS

Editora Rota Cultural, 2026 – Todos os Direitos Reservados – Site desenvolvido por Estúdios Labirinto.