Se a guerra entre Ucrânia e Rússia irá se encerrar este ano ou ainda se arrastar por mais tempo é uma questão que depende de negociações avançadas entre os dois países e outros parceiros internacionais. Porém, a Suécia avança para ter protagonismo no que pode vir a ser a futura reconstrução da força aérea ucraniana, no pós-guerra, tendo os caças Gripen como principais vetores aéreos.
Antes do conflito, apesar da busca de proximidade com o Ocidente a então indireta luta contra a Rússia desde 2014, com conflitos no leste do país, a Ucrânia tinha ainda um poder aéreo ainda vinculado ao seu passado soviético. Estavam em serviço cerca de 50 aeronaves MiG-29 Fulcrum, 30 Sukhoi Su-27, 30 Sukhoi Su-25 e 15 Sukhoi Su-24, todos de versões desatualizadas.

Com as perdas operacionais, aumento de necessidades e busca por modernização, a força aérea da Ucrânia acabou contando com uma miscelânea de vetores desde os primeiros meses do conflito. Inicialmente, países-membros da OTAN repassaram suas antigas frotas de jatos ocidentais, caso dos MiG-29 de Polônia e Eslováquia, além dos MiG-25 da Macedônia.
Jatos de origem soviética começaram a receber armamentos ocidentais, caso de bombas JDAM e mísseis AGM-88 HARM e Storm Shadow. Em seguida, já em 2024, chegaram os F-16 e Mirage 2000 de segunda mão, ao que se devem se juntar caças Gripen C/D. Trata-se de uma frota formada por necessidade, mas com desafios significativos em termos logísticos, de treinamento e de manutenção de longo prazo, sobretudo por conta do desgaste da guerra.

Futuro será sueco?
Considerando que, quando bem sucedidas, as negociações com a Rússia garantam que a Ucrânia ainda mantenha uma força aérea, e que haja recursos e vontade política de uma força aérea forte, a perspectiva é a de se esperar por uma experiente e moderna força aérea. Já especulou-se sobre os novos F-16 Block 70/72 ou de caças Rafale, porém, a Suécia parece próxima de fechar o futuro contrato para venda de até 150 caças Gripen E, o que tornaria a Ucrânia a maior operadora do modelo.
O próprio presidente Volodymyr Zelensky, ao lado do primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, anunciou o acordo, mais ainda não o contrato, para a aquisição dos 20 primeiros Gripen E e a doação de 16 Gripen C/D, durante encontro realizado em 18 de maio. O mais provável, porém, é que apenas os jatos da geração anterior possam eventualmente participar do conflito.
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