“Guerra do Golfo, 11 de setembro, crise de 2008, nenhuma teve um impacto tão devastador”

“Guerra do Golfo, 11 de setembro, crise de 2008, nenhuma teve um impacto tão devastador na indústria. O impacto foi sentido em todos os aeroportos, companhias aéreas e no setor de turismo do todo o mundo”. A frase é de Roberto Luiz, head de negócios aéreos na Inframerica, empresa que administra o Aeroporto de Brasília. No primeiro semestre do ano, o terminal registrou uma queda de 51,2% no fluxo de pessoas se comparado ao 1º semestre de 2019.

De 1º de janeiro a 31 de julho o o terminal brasiliense registrou 38.657 pousos e decolagens e 3.961.544 passageiros. Entre os voos internacionais a queda foi de 45,1%: no dia 25 de março, todos os voos internacionais foram suspensos para nove destinos no exterior. Com isso, o semestre registrou 1.328 movimentações aéreas internacionais, a maioria de cargueiros e voos de repatriamento.

Ainda não há previsão de retomadas de voos internacionais. E alguns podem nunca mais voltar: a companhia aérea American Airlines anunciou o encerramento das atividades no Aeroporto de Brasília. A companhia aérea voava diariamente para Miami, Estados Unidos.

O resultado só não foi pior porque em julho as operações aéreas foram intensificadas com a retomada de novos voos e mais frequências diárias. São 12 novos destinos nacionais partindo da capital federal. O terminal passou a atender 35 cidades brasileiras e diariamente está recebendo uma média 100 pousos e decolagens. “Esta retomada é tímida, mas já é uma retomada importante para a logística do país”, diz o executivo.

Agora, a Inframérica trabalha para garantir as condições de segurança. O uso de máscaras no terminal é obrigatório. Passageiros que não estiverem usando o acessório poderão ser impedidos de embarcar. “Estamos trabalhando intensamente na limpeza do terminal com produtos altamente desinfetantes, disponibilização de álcool gel para os passageiros fazerem a sua higienização e todas as salas de embarque receberam sinalização de distanciamento social. Além disso, quem embarca e desembarca no Aeroporto de Brasília tem a temperatura aferida por um equipamento moderno que verifica também o uso de máscara”, conta Roberto Luiz.

O Píer Norte, uma das salas de embarque doméstica, ficou fechada por dois meses e reaberta em julho com o objetivo de atender às recomendações de distanciamento social. A medida é necessária para evitar aglomerações no terminal em virtude da intensificação das operações que vêm sendo retomadas. Com a reabertura da sala de embarque, a concessionária espera espalhar e espaçar o fluxo de passageiros. Alguns estabelecimentos que pausaram suas atividades também estão retomando as operações.

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