Criado para substituir desde os supersônicos e ágeis F-16 até os lentos e robustos A-10, o F-35 sempre sofreu desconfiança sobre suas capacidades para missões rústicas, como o apoio aéreo aproximado. A experiência de Israel na guerra atualmente trava na faixa de Gaza, no entanto, tem diminuído as dúvidas sobre o caça fabricado pela Lockheed Martin.
Jatos F-35I têm realizado voos com bombas GBU-31 JDAM de quase uma tonelada para atingir alvos próximos, atuando em coordenação com as tropas em solo. Há informações de que haveria lançamento de bombas contra alvos inimigos a meros 200 metros das forças israelenses, um terço do limite de 600 metros estabelecido em treinamentos.
Em entrevista coletiva, o chefe do Estado-Maior da força aérea de Israel, General Herzi Halevi, destacou o ineditismo das missões. “Nós nunca fizemos nada do tipo. Com munições muito pesadas, uma conexão muito boa entre as necessidades das forças em solo e o que o avião pode realizar”, disse.
Com pelo menos 35 dos seus 50 F-35I já adquiridos, Israel tem o jato de origem norte-americana como seu primeiro caça stealth. A presença da aeronave na frota significou o aumento da capacidade de realizar ataques em profundidade em territórios hostis. O cenário acabou sendo bastante diferente no conflito em Gaza.










