KC-390 e J-10 marcam nova era na frota do Uzbequistão

Com uma das economias que mais crescem na Ásia, com variação positiva do PIB acima de 6% por dois anos seguidos, o Uzbequistão apostou na China e no Brasil para modernizar a sua força aérea. O país, uma ex-república soviética, assinou contratos para aquisição de números não divulgados de caças de combate J-10 e de aviões multimissão KC-390 Millenium.

Os primeiros J-10C chegaram no início de agosto. A compra dos caças chineses ocorreu após o Uzbequistão trocar sistemas antiaéreos da era soviética por modelos chineses HQ-9B e KS-1C. O objetivo é que os J-10C, multifuncionais, possam substituir os Su-27 e MiG-29 ainda em uso.

A versão J-10C está equipada com sistema infravermelho e radar do tipo AESA, além dos motores WS-10B, fabricados na China. Para defesa aérea, destaca-se a possibilidade de utilização dos mísseis PL-15, comparáveis aos ocidentais AIM-120 AMRAAM, e os PL-17, que podem ter um alcance de mais de 400 km.

Já no caso do KC-390, há a expectativa de entrega da primeira unidade ainda em 2026. Porém, seria a versão C-390, sem a capacidade de reabastecimento em voo. O Uzbequistão teria adquirido duas unidades do jato fabricado no Brasil. A primeira unidade já estaria em fase de pintura para a entrega.

Concepção artística do C-390 sobre o Uzbequistã

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Humberto Leite

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