AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

Lynx chega aos 50 anos com nova versão

Wildcat Mk1 do Exército Britânico Foto: Peter Davies
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Não parece, mas o Lynx completou 50 anos do seu primeiro voo. Criado pela Westland Helicopters, o helicóptero militar se notabilizou por ser multifunção e pela velocidade, tendo estabelecido um recorde de 400,87 km/h. Ágil, o Lynx também ganhou fama pela capacidade de realizar loopings. Ainda hoje, é um dos meios aéreos mais capazes no cenário aeronaval, se notabilizando pela operação em conjunto com fragatas, corvetas e outros meios navais mundo afora.

Lynx britânico em operações antipiratatira
Foto: Alex Cave

Desde o primeiro voo, em 21 de março de 1971, fruto de uma parceria anglo-britânica, mais de 500 unidades foram produzidas para Reino Unido, França, Alemanha, Dinamarca, Portugal, Coreia do Sul, Malásia e Argélia, além do Brasil. Apesar de inicialmente pensado para operar a bordo de fragatas, mesmo em em mar agitado, o Lynx também se destacou em missões terrestres, inclusive no combate a blindados.

Primeiro protótipo do Westland Lynx voou em 21 de março de 1971
Foto: Leonardo

Foi durante a Guerra das Malvinas que o helicóptero chamou atenção. Um total de 24 Lynx HAS Mk2 foram enviados ao Teatro de Operações, onde tiveram seu batismo de fogo. O patrulheiro argentino ARA Alférez Sobral foi a primeira vítima no mundo de mísseis Sea Skua. Várias embarcações, incluindo o submarino ARA Santa Fé, também foram alvos dos Lynx britânicos. Nove anos depois, no Iraque, a marinha de Saddam Hussein também perderia embarcações de pequeno forte da mesma forma. Sobre o continente, as versões do Exército operaram com mísseis TOW.

Lynx alemão durante operações navais
Foto: Alyssa Bier

Nos Balcãs, no Oriente Médio e na África, o Lynx também mostrou seu valor prático para missões de deslocamento de frações de tropa, reconhecimento, combate à pirataria e até resgate em combate. As missões navais também incluem o combate antisubmarinos, seja no lançamento de torpedos em coordenação com os navios ou com sonar próprio.

Uma coisa mudou no Lynx ao longo de 50 anos: o nome do fabricante. A antiga Westland se fundiu no ano 2000 com a italiana Agusta, formando a Agusta Westland. Em 2016, junto com a Alenia Aermacchi, DRS Technologies, Selex ES, Oto Melara e WASS, formou a gigante Leonardo, nome em homenagem ao cientistas e artista do renascimento.

AH-11 da Marinha do Brasil próximo ao USS Cole durante o exercício Joint Warrior 2009. Foto: Matthew Bookwalter / US Navy

Atualmente, a Leonardo comercializa o AW 159 Wildcat, em serviço no Exército e na Marinha do Reino Unido e nas marinhas das Filipinas e Coreia do Sul. A empresa também conduz a modernização de oito helicópteros para a Marinha do Brasil, sendo que três já foram entregues. Redesignados AH-11B, os helicópteros contam agora com novos motores LHTEC CTS800-4N, cockpit digital, maior capacidade de guerra eletrônica e novo sistema de navegação digital.

Pioneiros dos SAH-11 da Marinha do Brasil
Foto: Marinha do Brasil

As aeronaves operam no 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque Anti-submarino (EsqdHA-1), baseado em São Pedro da Aldeia (RJ), e usuário frequente dos navios da esquadra brasileira com convés de bordo. A unidade aérea foi criada em 1978, especificamente para receber os primeiros nove Lynx Mk21, à época designados SAH-11.

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