MiG e Sukhoi se unem para conquistar mais mercados

Enquanto “MiG” se tornou verdadeiro sinônimo para caças soviéticos durante a Guerra Fria, “Sukhoi” passou a significar nas últimas décadas aeronaves de alto poder de combate. Porém, essas duas histórias estão prestes a se unir: o governo russo decidiu que vão formar uma única iniciativa.

“A nova empresa continuará a trabalhar nos projetos existentes, entre eles o drone ‘Hunter’, caças Su-57 e MiG-35, o bombardeiro estratégico PAK DA, e desenvolverá um novo interceptor para substituir o MiG-31″, diz o editor-chefe da revista militar russa “Arsenal Otétchestva”, Víktor Murakhôvski. “O principal objetivo é aumentar os lucros e oferecer aos clientes estrangeiros contratos mais atraentes. A nova empresa intensificará o trabalho no sudeste asiático e nos mercados de aviação da América Latina”, diz. Segundo ele, o público poderá avaliar os primeiros resultados da holding em julho de 2021, durante a exposição militar MAKS-2021. “A empresa já prometeu apresentar o primeiro avião elétrico russo nesse show aéreo”, completou.

Em realidade, as empresas Sukhoi e MiG, além de Aviastar, Beriev, Irkut, Myasishchev, Tupolev e Voronezh já faziam parte do grupo United Aircraft Corporation (UAC) desde 2006, quando Vladimir Putin fez um decreto para unificar as ações das companhias. Os esforços de exportação também eram, desde os anos 2000, concentradas em uma única organização, a estatal Rosoboronexport.

Ainda assim, a fusão das duas empresas trará mudanças. “A consolidação das principais capacidades de pesquisa e produção da indústria aeronáutica militar permitirá implementar os programas existentes e desenvolver projetos promissores de uma forma mais eficaz”, declarou o porta-voz da UAC.
(Com informações do Russian Beyond)