Novo conflito contra Irã põe em xeque a fama do F-22

O F-22 Raptor é o melhor caça de defesa aérea do mundo. A informação repetida por anos em meios de comunicação ocidentais começa a ser colocada em xeque em meio a uma nova rodada de ataques entre Estados Unidos e Israel. Isso porque, enquanto crescem as tensões na área, os dez F-22 que estavam deslocados em Israel foram recuados para a Inglaterra em 10 de julho, três dias após a retomada das hostilidades. Vários A-10 e F-15 haviam retornado com pinturas comemorativas de missões realizadas; os F-22 não apareceram com marcas iguais.

Já com 20 anos de operação com a US Air Force, o F-22 não cumpriu nenhuma missão comprovada sobre o Irã, servindo como apoio de defesa aérea para Israel desde fevereiro. O fato é que o jato não tem sistemas avançados de comunicação e de guerra eletrônica como os F-35 Lightning II. Falta ainda a flexibilidade operacional vista nos F-15, F-16 e F-18, capazes de cumprir diversos tipos de missão e com maior variedade de armamentos.

Há críticas porque o custo operacional dos F-22 parece elevado demais para o enfrentamento a inimigos de baixa capacidade técnica, como eram os talibãs, ao passo em que a tecnologia a bordo não garante a sobrevivência do caça frente a inimigos mais capazes, como o Irã. Para completar, as necessidades de manutenção também reduzem a quantidade de missões voadas a cada dia.

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Redação

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