AVIAÇÃO MILITAR & DEFESA

“Novos” caças argentinos ainda não podem voar

Foto: Armada Argentina
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Após enfrentar a falta de recursos e depois uma disputa entre a Marinha e a Força Aérea para definir quem iria operar os jatos mais modernos do país, a Argentina não pode operar seus cinco caças Super Étendard Modernisé adquiridos usados da França. Motivo: os assentos ejetores não estão prontos. Este tipo de equipamento necessita contar com foguetes dentro do prazo de validade para permitir uma operação segura.

O desafio agora para o Ministério da Defesa do país é adquirir os componentes. As cinco aeronaves foram adquiridas por 15 milhões de dólares e já foram realizados inclusive testes dos motores Atar 8k50. A 2ª Escuadrilla Aeronaval de Caza y Ataque, da Armada Argentina, deve operar os aviões.

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As aeronaves foram construídas entre 1978 e 1982 e operaram até 2016 na Marinha Francesa, passando por vários processos de modernização ao longo dos anos. A partir de bases em terra e dos porta-aviões Clemenceau, Foch e Charles de Gaulle, os Super Étendard atuaram com foco em missões de ataque naval e ataque a superfície, mas também sendo capazes de desempenhar a defesa aérea, com mísseis Magic II e seus canhões de 30mm. Armados com bombas inteligentes e pods de designação de alvos, cumpriram missões reais nos Balcãs, no Afeganistão, na Líbia e contra o Estado Islâmico.

A compra dos Super Étendard provocou debate na Argentina. Por um lado, a Marinha queria recuperar sua capacidade aérea, tendo sido conhecida pelo uso com sucesso de caças Super Étendard com mísseis anti-navio Exocet durante a Guerra das Malvinas. As unidades em uso, porém, estão todas afastadas de voo.

Já a Força Aérea reclamou para si a posse daquelas que tendem a se tornar as melhores aeronaves de combate do país. Hoje, a Força Aérea daquele país não tem mais nenhum caça supersônico, estando restrita aos IA-63 Pampa, AT-27 Tucano e um número cada vez menor de A-4AR Fighthawks ainda em condições de voo. Estima-se que, na melhor das hipóteses, três deles possam voar.

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