AVIAÇÃO COMERCIAL & PRIVADA

Panes nas turbinas do Boeing 787 podem causar caos nas viagens no fim de ano

Boeing 787
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Na quinta-feira passada, dia 7 de dezembro, ao mesmo tempo que a Boeing promovia um almoço de fim de ano festivo para a mídia especializada, num prestigiado restaurante de São Paulo, os círculos bem-informados da aviação comercial mundial eram sacudidos pela notícia de que a Air New Zealand tivera de cancelar muitos de seus voos, e em certa medida, manter em terra quatro Boeing 787-9 Dreamliner, devido a problemas nos motores Rolls-Royce das aeronaves, os Trent 1000. A decisão da companhia aérea neozelandesa, segundo comunicado desta, foi resultado de “dois eventos recentes” envolvendo seus 787 com as Trent 1000 – no mais recente destes, o jato estava decolando de Auckland quando os pilotos notaram problemas num dos Trent 1000. O motor foi desligado e a aeronave teve de retornar ao aeroporto. O outro foi similar, com um 787 que decolava de Buenos Aires, Argentina.

De fato, conforme reportagem do The Telegraph (http://www.telegraph.co.uk), a Air New Zealand é a mais recente das companhias operadoras dos Dreamliner equipados com os Trent 1000 a ter estes problemas – mas nem de longe é a única. A companhia aérea japonesa ANA já reportara problemas desde 2016, e a Virgin Atlantic notificou problemas há algumas semanas atrás, antes da Air New Zealand. Tanto no caso da Ana quanto no da Virgin, foram tomadas medidas de manutenção de emergência, causando o cancelamento de centenas de voos. Por outro lado, alguns dos 787 da Avianca foram vistos por spotters recentemente, parados com suas turbinas Rolls-Royce retiradas, e fontes não-oficiais confirmam que o motivo seriam os problemas com as mesmas.

Já o Independent (http://www.independent.co.uk), em reportagem veiculada ontem, alertada para a perspectiva bastante assustadora do risco do problema com o Boeing 787 levar a que “dezenas de milhares de passageiros, ao redor de todo o mundo, venham a ter seus voos cancelados às vésperas do Natal e do Ano Novo”. Segundo o jornal britânico, as pás das turbinas das Trent 1000 vem apresentando desgaste e fadiga num índice muito mais rápido do que as instruções técnicas do fabricante, a Rolls-Royce, atestavam, obrigando as companhias aéreas a adotar manutenções emergenciais em regime “cotidiano”, além de haver ocorrências de problemas nos voos, pelo desgaste afetar o funcionamento da turbina muito antes do que é previsto na rotina de manutenção – com os consequentes riscos à segurança da aeronave e seus ocupantes.
Assim como a Air New Zealand, a Virgin Atlantic teve de temporariamente “manter no chão” os seus Dreamliner, enquanto a British Airways teve de reduzir as frequências de seus voos na rota Heathrow-Doha, normalmente operados por Boeing 777, uma vez que teve de deslocar alguns destes para voos que vinham sendo feitos pelos Boeing 787.
Desde sua introdução em serviço, o Boeing 787 acumula uma sequência de problemas operacionais, incluindo fogo a bordo originado em baterias de nova geração, e outras questões. Agora, o “pesadelo” das turbinas, às vésperas de uma das épocas de mais viagens em todo o mundo, o Natal/Fim de Ano, vem se somar à este lamentável “currículo”…

 

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