Em uma clara demonstração de ganho de proeficiência em operações navais, a Marinha da China levou seu porta-aviões Lianoing ao mar com a maior ala aérea já registrada: são pelo menos 24 jatos J-15, dois helicópteros de combate ASW Z-18 e um de busca e salvamento Z-19. Além disso, a TV estatal CCTV7 divulgou imagens que seriam caças J-15 sobrevoando um destróier norte-americano da classe Arleigh Burke na região do estreito de Taiwan.
A inédita ida ao mar com 24 caças de combate acontece exatos dez anos após a entrada em serviço do Liaoning e demonstra a capacidade chinesa de utilizar os seus porta-aviões para tarefas de defesa aérea e, adicionalmente, de missões de ataque, com foco no ataque naval. O porta-aviões poderia colocar os 24 jatos no ar em cerca de 90 minutos, o que possibilitaria, por exemplo, um ataque em duas ondas.
#PLAN A J-15 take off from the CV-16 "Liaoning" carrier flew low over an #USNAVY Arleigh Burke-class destroyer to be a "Low Pass". The video and image provided by CCTV7 report proves this scene.@RupprechtDeino @RickJoe_PLA @CovertShores pic.twitter.com/tZTpktmWkm
— 冬夜雪域冰莲炎 (@SnowLotusFlame) September 26, 2022
Páginas de defesa ligadas à China estimam que este porta-aviões poderia lançar uma primeira onda de dez caças J-15, seguida por uma segunda onda do mesmo número. Com 20 aeronaves ataque, poderiam ser até 80 mísseis anti-navio YJ-83 em direção aos alvos navais, o suficiente para tentar furar a rede de defesa antimísseis. Os quatro J-15 restantes cuidariam da cobertura aérea ou atuariam como reabastecedores em voo.

Baseados no Su-33, versão navalizada do Su-27 Flanker, o J-15 Fei Sha (Flying Shark) tem uma série de adaptações criadas pelos chineses. A frota já estaria equipada com radar AESA, novos motores e mísseis PL-10 e PL-15. O modelo está em serviço nos dois porta-aviões do país: o Liaoning e Shandong. O terceiro porta-aviões chinês, o Fujian, atualmente em fase de testes, deve levar a versão J-15T, adaptado para utilizar as catapultas da nova embarcação, o que deve garantir uma carga útil maior a cada decolagem. Pelo menos mais um porta-aviões já estaria em construção.










